A procura acima da média por atendimento no Pronto Atendimento Infantil (PAI) nesta segunda-feira, 21 de março, aumentou a espera por consultas médicas e gerou muitas reclamações de pais ou responsáveis por crianças que buscaram os serviços da unidade de saúde. Segundo relatos, teve situações em que o paciente ficou mais de seis horas aguardando o atendimento.

Uma das reclamações é da Bruna Cristina Ribeiro, moradora do Capela Velha, mãe do Gustavo, de apenas um ano. Ela relatou que chegou no PA por volta das 4h da madrugada desta quarta-feira, 23, e só saiu de lá às 11h40. “Quando cheguei aqui meu bebê estava com muita febre e com manchas vermelhas pelo corpo. Busquei atendimento porque a febre não cessava nem com remédios. Eles me falaram que a espera seria de uma hora, até no máximo uma hora e meia. Estou indignada porque fiquei aguardando por mais de sete horas, para ouvir do médico que meu filho teve uma reação à vacina que ele tomou ontem (terça-feira, 22). É um descaso eles deixarem a gente esperando tanto tempo assim”, lamentou Bruna.

Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) disse que o Pronto Atendimento Infantil é administrado pela empresa terceirizada Santa Casa de Chavantes, a mesma que administra o Hospital Municipal de Araucária – HMA. Esta, por sua vez, afirma que tem registrado um aumento considerável de atendimentos no último mês por conta de sintomas respiratórios, que podem ter ligação com a Covid 19. Além disso, a alteração no clima também tem interferência direta no aumento do número de atendimentos.

Ainda de acordo com a pasta, a Santa Casa de Chavantes explicou que na segunda-feira é o dia da semana com maior volume de atendimentos. “A escala do PAI sempre prevê 3 médicos para atendimento e nesta semana, por conta do aumento na procura por consultas, estava com 4 médicos. Ainda assim, quanto maior o número de pacientes procurando por atendimento, maior é o tempo de espera”, justificou a terceirizada.

Classificação de risco

A Saúde lembrou ainda que o atendimento no PAI não é realizado por ordem de chegada, mas sim por ordem de urgência. Por exemplo, na triagem a criança é classificada conforme sua queixa. Se tiver risco à vida, o atendimento é imediato, ou se for emergência, ela pode aguardar, no máximo, 15 minutos. Casos menos graves que podem ser classificados como pouco urgentes ou não urgentes podem aguardar por até 4 horas.

“É importante que os pais entendam esse fluxo que justifica o fato de algumas crianças passarem na frente de outras na hora do atendimento”, esclareceu a SMSA.

Atenção primária

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 60% dos casos atendidos no PAI não se tratam de urgência e emergência. São casos que poderiam ser consultados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS´s).

“A SMSA está reforçando os investimentos na atenção primária do município, que são as unidades de saúde. Além da contratação de quase 130 profissionais para atuar nas UBS´s, também estão previstas reformas e a construção de novas unidades na área urbana e rural”, explanou a secretaria.

Foto –Emanoel dos Santos

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