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MP recomenda afastamento de conselheira tutelar “bolsista”
Micheli foi eleita em 2013

O Ministério Público de Araucária recomendou ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) que a conselheira tutelar Micheli Neri Peplinski, que recebeu o benefício do programa Bolsa Família indevidamente entre novembro de 2013 e maio de 2014, seja afastada do cargo, pelo menos até o final do procedimento instaurado para investigar o caso.

Conforme explicou a promotora da Infância e Juventude, Rosany Pereira Orfon, tão logo a situação chegou ao conhecimento do MP foi instaurado um procedimento para investigar a conduta da conselheira. Essa apuração, porém, ainda não foi concluída. “Até por conta do direito à presunção de inocência, não é adequado que nos pronunciemos até o final dos trabalhos. No entanto, já fizemos à recomendação de que a conselheira seja afastada de suas funções até a conclusão do procedimento”, explicou.

Conselho de Ética

Conforme informações do CMDCA, paralelamente à investigação do MP, o caso da conselheira bolsista é objeto de uma sindicância instaurada pelo Conselho de Ética do órgão. Os trabalhos iniciaram somente há alguns dias em virtude da necessidade de indicação de novos membros para compor a comissão, já que outras conselheiras tutelares foram declaradas impedidas de atuar na apuração. O prazo para conclusão dos trabalhos é de sessenta dias e dele resultará um relatório que será submetido à apreciação da plenária do CMDCA.

Segundo apurou nossa reportagem, no âmbito do Conselho dos Direitos da Criança, que tem a atribuição de fiscalizar a conduta dos conselheiros tutelares, caso a conduta de Micheli será considerada inadequada, ela pode ser punida com uma mera advertência, uma suspensão ou a perda do cargo de conselheira tutelar.

Relembre o caso

Matéria veiculada no mês de outubro pelo O Popular mostrou que Micheli, mesmo auferindo renda mensal de quase R$ 3.500,00, recebeu o Bolsa Família entre os meses de outubro e maio. Mesmo sendo destinado a famílias em situação de pobreza extrema, todo santo mês eram depositados R$ 102,00 na conta da conselheira. Na época, ela alegou que solicitou à Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) à exclusão de seu nome do programa. Isso teria sido feito em dezembro de 2013, porém a grana foi sacada até abril. Sobre isso, Micheli alegou que quem ia à boca do caixa com o cartão sacar o dinheiro era seu ex-marido. Tudo sem o seu consentimento.

Texto: Waldiclei Barboza / Foto: Carlos Poly / ACS

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2 thoughts on “MP recomenda afastamento de conselheira tutelar “bolsista””
  1. eu queria saber como essa mjchele fez esse cartao de bolsa familia pois uma vez em 2002 eu passei por uma enorme dificuldade financeira por dezemprego e ninguem quiz me ajudar nenhuma assistente social me ajudou e agora essa ai com 3.500 reais por mes conseguiu fazer eu nquero a receita de como fazer isso.

  2. Vcs estão sabendo que a Siderurgica Guaira vai parar e demitir os funcionários dia 28, o prefeito esta fazendo algo para isto não acontecer.

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