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Com a moda dos “políticos empresários” que assola o país, temos ouvido falar muito em parcerias público/privado, ou ainda na diminuição das atribuições do Estado através das privatizações. O que precisamos entender é que ninguém entra em uma parceria apenas para dar, sem nada receber em troca. Aí é que as coisas se complicam porque quem faz a negociação é uma pessoa que teoricamente representa toda a população, seja ela de um Estado, de uma cidade ou de um país, no entanto, na maioria das vezes o faz sem ouvir ninguém e sem explicar, para quem no final vai pagar a conta, em troca de que está recebendo tal benefício.

A ideia da gestão pública é pegar um pouco de dinheiro de cada um e com isso atender necessidades básicas de todos, ouvindo, conhecendo quais são as necessidades e problemas, atendendo-as da melhor forma possível. Para que isso não vire uma bagunça, elegemos representantes para gerirem essa máquina toda. O que fico me perguntando é onde é que isso vira: cargo de CC pra vereador/deputado apoiar o governo nas votações, quando o papel mais importante de um vereador/deputado deveria ser fiscalizar as ações do gestor. Ou aumento desproporcional ao funcionalismo público pra tentar garantir mais 4 anos no poder. Ou Planos de Cargos e Salários criados sem nenhum comprometimento com o futuro, apenas para ganhar votos dos funcionários da casa.

A administração pública como está hoje realmente não se sustenta, pois temos altos salários sendo pagos para pessoas sem concurso público e sem qualidade ou formação técnica. Temos essa realidade injusta adoentando funcionários de carreira, que do dia para noite passam a ser subordinados de uma pessoa que ganha muito mais, sabendo muito menos.

Uma gestão pública séria e realmente comprometida com o bem público não busca parcerias que sabe Deus como serão recompensadas, mas busca ajustar as contas, busca conversar com funcionários e sindicatos para juntos acharem soluções para os desajustes criados anteriormente. Não retira ou diminui direitos de servidores públicos, alegando economia e legalidade, inflando os setores com CCs com altos salários. Não manda projetos de lei às escondidas para votação. Uma boa administração pública não deixa doente seus funcionários nem o povo a quem serve. Bons administradores não competem com Conselhos ou com a sociedade civil pra ver quem pode mais, um bom governo ouve, compreende, educa, esclarece e serve. Ministros e secretários não são celebri dades e nem ganham para fazer propaganda da própria imagem, ostentando roupinhas melhores com o salário que passaram a ganhar, à custa do povo, sem mostrar efetivamente resultados, apenas se equilibrando na corda do “fica não fica” esticada por um gestor intransigente. Os resultados precisam ser políticas públicas de longo prazo e não fotos no Facebook ou arte bonita nas páginas oficiais.

A administração pública pode sim dar conta de tudo sem dever favor para empresário nenhum. Temos exemplos de cidades bem geridas pelo Brasil, que conseguem pagar décimo quinto salário aos servidores, além de manter tudo em dia para a população. A receita não é difícil: honestidade, conhecimento sobre gestão pública, respeito ao ser humano. Sem falcatruas, sem favorecimentos e sem favorzinhos. Sem projetos escusos de mexer em Planos Gestores para favorecer a poucos. O povo precisa estar atento e vivo. A conta já está paga, mas se não acordarmos as “parcerias” vão acabar em um almoço retirado de nossas panelas.

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