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A publicação nesta tarde de quarta-feira, 3 de novembro, da sentença da segunda de nove ações penais patrocinadas pelo Ministério Público de Araucária contra ex-vereadores e assessores destes pela prática da chamada rachadinha é mais um sinal de que se eventualmente – o que se admite apenas no campo da hipótese – alguém ainda ousa ser adepto de tal prática deve parar urgentemente.

E deve parar – se o mero fato de ser crime não for suficiente argumento – porque, como diz o ditado, não há segredo a dois. E, em se tratando de rachadinha, sempre haverá mais de um personagem envolvido nessa engenharia. A leitura das sentenças que estão sendo proferidas por esses tempos nos permite ler também parte do depoimento de quem fazia o repasse, e essas pessoas eram de absoluta confiança daqueles que se tornaram algozes.

Alguns, inclusive, eram familiares. E todos: amigos, conhecidos, chegados, irmãos de fé, compadres, primos, não pensaram duas vezes em contar o que eles dizem ser a verdade dos fatos quando postos diante de uma figura do Ministério Público ou do Poder Judiciário.

E com o fio do novelo deixado pelo cargo de… confiança pedindo para ser puxado coube ao Ministério Público apenas desenrolá-lo. E, agora, três anos depois, começamos a ver as primeiras sentenças daquilo que muitos disseram que acabaria em pizza.

Obviamente, ainda há um caminho razoavelmente longo para termos uma decisão em definitivo desses processos. Obviamente, pode acontecer de que no curso dos recursos que se seguirão as sentenças sejam reformadas ou confirmadas, porém até lá o que se tem é uma sentença condenatória, que poderia ter sido evitada com a adoção de melhores práticas por quem detém cargo eletivo.

Não se está aqui a condenar a composição política para montagem de governos. Essa é lícita, típica da democracia e da política. A apropriação indébita, o enriquecimento ilícito, mesmo que momentâneo, porém, é e sempre será crime. E aquele que o pratica nunca terá 100% de certeza de que seu cúmplice não o trairá.

Boa leitura!

Publicado na edição 1286 – 04/11/2021

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