Notas Políticas – Edição 1235

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Prestação de contas

Desde ontem, 21 de outubro, até o próximo domingo (25) os candidatos a prefeito e a vereador precisam realizar a primeira prestação de contas destas eleições municipais. Os dados precisam ser enviados à Justiça Eleitoral por meio do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE).

Análise

Com essa etapa da prestação de contas concluída, já será possível analisar se o que vem sendo declarado pelos candidatos é fiel ao que se tem visto nas ruas em termos de visual de campanha.

Podemos

Falando em prestação de contas, até ontem a campanha a prefeito que mais havia recebido recursos dos fundos partidários era a de Albanor José Ferreira Gomes. Ele recebeu do diretório estadual do Podemos R$ 300 mil.

Cidadania

Por sua vez, o candidato à reeleição, Hissam Hussein Dehaini recebeu do diretório estadual do Cidadania R$ 62 mil.

PDT

Já o candidato do PDT, Genésio Felipe de Natividade não recebeu ainda recursos do Fundo Partidário. Por enquanto, sua campanha vem sendo custeada com R$ 35 mil que ele mesmo bancou.

PSL

Gustavo Botogoski também não viu ainda a cor do dinheiro do Fundo Partidário. Até o momento, consta em sua prestação de contas apenas uma doação de R$ 5 mil que ele mesmo fez para bancar custos de campanha.

PT

Candidata a prefeita pelo PT, Hosana Marcondes também viu pouco dinheiro vindo da direção do PT. Por enquanto, a única doação que recebeu foi de R$ 5.500,00 vindo da direção municipal da legenda.

Avante

Candidato pelo Avante, até o momento, as despesas de campanha de Péricles Alves Pinto a prefeito vêm sendo bancadas pelo pai. Em sua prestação de contas só consta uma doação de R$ 25 mil feitas por José Augusto Alves Pinto, o Zeco do Cartório.

PTC

O diretório nacional do PTC, por enquanto, é o principal financiador da campanha a prefeito de José Luiz Brogian. O professor recebeu R$ 14.990,00 oriundos dos fundos partidários.

Patriota

Já a campanha de Silvinho Pereira, candidato pelo Patriota, ainda não declarou ter recebido nenhum centavo, seja de recursos próprios ou oriundos dos fundos partidários.

Novelão

Virou novela a votação pela Câmara das alterações à lei orgânica do Município. Demanda antiga da cidade, um processo administrativo para revisão da Carta Magna Municipal começou a ser feita ainda quando o presidente da Câmara era Ben Hur Custódio de Oliveira, isto no biênio 2017/2018. Posteriormente, um novo processo foi aberto pelo Parlamento, isto já sob a presidência de Amanda Nassar, para discutir essas mudanças. O Poder Legislativo contratou até uma assessoria jurídica para auxiliar nessa revisão e uma comissão especial foi formada para apresentar as alterações. Agora, depois de quase um ano, às vésperas das eleições, a direção da Casa entendeu que o projeto estava maduro o suficiente para ser apreciado em plenário. Convocou para isso sessões extraordinárias na semana passada para votação. Não houve quórum. Pautou então a análise para esta segunda-feira, 19 de outubro, e, novamente, o texto não pode ser apreciado.

Interferência

O motivo para o projeto não ter sido votado nesta segunda-feira foi uma confusão danada que, segundo alguns edis, teria sido causada por um jovem que recentemente atuou como assessor de um vereador. Embora não seja mais comissionado desse edil, o rapaz teria continuado interferindo nas discussões internas do projeto de revisão da Lei Orgânica e, inclusive, elaborado uma planilha orientando os demais vereadores sobre como deveriam votar em cada uma das emendas feitas ao projeto original. A bendita planilha deu o que falar, porque outros vereadores conjecturaram que ela poderia significar uma tentativa indevida de induzirem seus votos.

Adiamento

Por conta da confusão causada pela tabelinha do rapaz, o vereador Vanderlei Francisco de Oliveira protocolou requerimento solicitando o adiamento da votação até que a autoria e intenção do documento orientativo fosse esclarecida. A presidente da Casa, Amanda Nassar, temendo que o requerimento fosse aprovado, cismou que não iria colocá-lo em votação. Instaurou-se o caos. Isso porque, no entendimento de quem propôs o requerimento, Amanda não poderia simplesmente se negar a colocar o pedido de adiamento para apreciação do plenário.

Perdeu

Fazendo uso dos seus “poderes” como presidente, Amanda decidiu tocar a votação. Mas já na análise da primeira emenda feita, ela parece ter visto que tomou a iniciativa errada. Isso porque os vereadores favoráveis ao requerimento decidiram votar contrários a todas as emendas como forma de protesto. Quem acabou salvando Amanda foi o vereador Wilson Roberto David Mota, que passou então a defender o adiamento da análise da revisão da Loma. Isto para que todos os itens do projeto não fossem reprovados. Amanda então parece ter caído na real, de que o parlamento é formado por onze vereadores eleitos e que, gostando ou não da conduta deles, é preciso respeitá-los.

Algodão entre os cristais

Não é possível defender a postura dos vereadores que votaram contra as emendas como forma de protesto pela colocação em pauta do projeto sem apreciação do requerimento de adiamento, mas é preciso concordar que essa é uma ferramenta política legítima no parlamento. É justamente por isso que, em câmaras legislativas, sempre se diz que o presidente precisa ser um algodão entre os cristais. É preciso entender o humor dos pares. E isso é assim em qualquer esfera do legislativo. E sempre que a Casa entre guerra, com a Presidência sendo incapaz de conversar com seus membros, quem perde é a população.

Nova votação

Agora, caso não haja surpresas, a votação da revisão da Lei Orgânica está marcada para sessões extraordinárias agendadas para esta quinta e sexta-feira, 22 e 23 de outubro.

Adiamento

Embora o processo de revisão da Lei Orgânica já esteja em tramitação há quase um ano, há quem defenda que não é o momento adequado para votar essa revisão agora, às vésperas de uma eleição. Isto porque, como se sabe, muitos dos edis estão tentando à reeleição. Logo, sua capacidade de análise técnica fica influenciada pela repercussão que seu voto terá aos olhos do eleitor. Assim, por cautela e pensando nos impactos futuros que a revisão da Loma trará para os cofres públicos (que não são um saco sem fundo), talvez fosse melhor votar algo de tamanha relevância somente após o pleito de 15 de novembro.

Não é pastor

O candidato a vereador Osvaldo Santana entrou em contato com O Popular em razão de uma informação que passamos na semana passa durante uma live sobre as eleições que veiculamos em nossa página no Facebook. Acontece que acabamos informando que Osvaldo era pastor e, na verdade, ele não o é. Osvaldo Santana é cooperador das igrejas assembleias de Deus missão de Araucária.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1235 – 22/10/2020