“Devido à matéria de cunho antissindical publicada pelo jornal O Popular no dia 18/09 e novamente no dia 09/10, o SIFAR vem a público esclarecer que o trabalho realizado pela diretoria do sindicato é político e não apenas administrativo. O trabalho sindical consiste na luta pelo serviço público de qualidade e é feita por servidores públicos, sejam eles médicos ou de qualquer outro cargo. Todos esses trabalhadores têm direito à livre organização sindical e a exercer um mandato classista.

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Repudiamos a forma como ambas as notícias foram divulgadas sem que o SIFAR tenha sido procurado e, portanto, sem ter a oportunidade de explicar por que a liberação de mais um trabalhador da saúde é importante neste momento, especificamente do diretor sindical Bruno Garcia Mansolelli, que compõe o Conselho Municipal de Saúde (COMUSAR) há anos e exerce uma posição de defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e defesa da necessidade de ampliação da qualidade do SUS desde o início de sua formação, mas especialmente durante sua atuação em Araucária.

Entendemos que por meio da coluna Notas Políticas o responsável pela matéria poderia ter mostrado para a população a importância de um profissional da saúde que luta pelo SUS, entretanto, a escolha foi outra. Em nossa visão, O Popular usou da coluna para tentar colocar a população contra o médico e contra o sindicato, aplicando a uma pessoa a culpa pela falta de médicos na saúde.

Essa escolha parece visar omitir que, como bem apontado nos comentários das redes sociais pela população de Araucária, a saúde pública é um dos grandes problemas da cidade e da gestão Gustavo Botogoski (PL), legado deixado por Hissam. Um breve levantamento no Portal Transparência mostra que faltam mais de 1.500 servidores no serviço público. O problema, portanto, está longe de ser a liberação sindical temporária de um servidor público que é médico.

Essa falta de profissionais na saúde é imensa. E é por este e muitos outros problemas, que a diretoria do SIFAR optou por mais um diretor sindical da saúde, uma pessoa com conhecimento do SUS e com vontade de lutar por um serviço público de mais qualidade, fortalecendo a atual diretoria liberada.Também reiteramos que o mandato sindical é temporário e que prezamos justamente pelo rodízio entre diretores sindicais para que estes estejam sempre em contato com as categorias das quais fazem parte e próximos da população que atendem. Já passaram pelo SIFAR diretores de diversas profissões, e todos retornaram aos seus locais de trabalho, continuando a atender a população.

Além disso, reiteramos que a diretoria do SIFAR faz coro a importância dos médicos, mas relembra que o serviço público de qualidade é composto por uma gama de profissionais que atuam juntos. Hoje, um médico tem cerca de 17 min para atender um paciente; uma enfermeira está proibida de fazer hora-extra mesmo em casos de emergência sem antes pedir permissão para chefia; um educador social atende a população vulnerável recebendo pouco mais de dois salários-mínimos; uma professora precisa avisar os alunos de que não há merenda. Essa realidade precisa mudar, e isso só acontecerá com a luta por um serviço público de qualidade.

Pensar nos serviços públicos e na população é pensar em como avançar nestes problemas como a reposição do quadro de funcionários (inclusive de médicos), na ampliação do tempo de consulta, na reposição de medicamentos, e mais. Portanto, seguimos defendendo a importância da liberação dos servidores para o mandato sindical, reiterando que nosso compromisso é sempre com o diálogo. Por isso, antes do pedido judicial, o SIFAR tentou que o Executivo reconsiderasse. Ao não haver abertura, o sindicato foi obrigado a acionar judicialmente, onde houve a decisão de que o diretor deveria ser liberado imediatamente.

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