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Órgãos de educação e segurança pública concentram esforços para prevenir violência nas unidades educacionais

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A sequência de ameaças de massacres e os recentes episódios de violência em instituições de ensino do país, fizeram do ambiente escolar um reduto do medo e apreensão. Em Araucária, diversas medidas de segurança estão sendo adotadas nas escolas como forma de prevenir crimes dessa natureza e tranquilizar a comunidade.

Uma das ações partiu da Guarda Municipal, que desde segunda-feira (10/04) colocou o máximo do seu efetivo nas ruas e em frente às escolas, para garantir a segurança efetiva dos alunos e profissionais. A corporação também fez um alerta diante das falsas informações que estão sendo divulgadas sobre supostos ataques contra instituições educacionais. “As informações precisam ser filtradas para que não causem pânico desnecessário. Sabemos que pessoas estão espalhando fake news, tentando causar medo e confusão e isso atrapalha o processo de identificação dos verdadeiros autores de barbáries, como as ocorridas nos atos mais recentes”, explicou a GMA.

A corporação também divulgou os procedimentos que devem ser adotados em escolas e CMEIS, no caso de um ataque. Segundo a GMA, o primeiro ato é tentar o contato com as forças de segurança, em seguida correr para um local que possa ter saídas alternativas e evacuar os ambientes rapidamente para afastar-se da direção do atacante. Nessas situações, segundos são importantes, então lembre-se das janelas e portas de emergência. Deixe todos os pertences para trás. Mantenha as mãos vazias e levantadas, você será visível ao sair do prédio (não apresenta risco). Siga todas as instruções das autoridades policiais e não pare até ter certeza de que está em um local seguro”, orienta a corporação.
Outra orientação é esconder-se em um local seguro caso não encontre uma rota de fuga, trancar e bloquear portas, manter os celulares em modo silencioso e preparar um plano de defesa. Lutar deve ser o último recursos disponível, para isso, use todos os objetos disponíveis como armas improvisadas. Trabalhe em equipe porque uma ação coordenada pode incapacitar um agressor”, reforça.

Palestras nas escolas

A Polícia Militar também está estudando medidas para conter a onda de violência que se espalhas pelas unidades educacionais. Na segunda-feira, o comando geral realizou uma reunião virtual com todos os comandantes de companhias, onde ficou definido que um policial de cada município ficará responsável por ministrar palestras educativas nas escolas e CMEI’s. Esse trabalho será realizado em parceria com o Batalhão da Patrulha Escolar – BPEC.

“As palestras terão como base o Guia de Orientação sobre os protocolos de encaminhamentos de situações que se configuram como violência ou violação de direitos contra crianças e adolescentes no ambiente escolar. O material foi produzido pela Secretaria de Estado da Educação, após os recentes episódios de violência nas escolas. Essa espécie de cartilha será replicada em todas as unidades de ensino do Paraná”, explicou o capitão Gantzel, comandante da 2ª Cia da PM de Araucária.

De acordo com ele, além dessas palestras, a PM alerta que a primeira atitude em caso de um ataque é tentar, na medida do possível, fugir do agressor e se esconder em um local seguro. O confronto com o agressor é sempre a última opção. “O material informativo que será repassado nas escolas é super importante por isso, porque aborda os tipos de agressores e as possíveis motivações dos ataques”, completa o comandante.

Botão do pânico

A Secretaria Municipal de Educação (SMED) tomou providências com relação aos últimos acontecimentos de violência envolvendo escolas. Como primeira medida, enviou ofício à Secretaria Municipal de Segurança Pública, solicitando urgência na instalação de botão de pânico nas unidades educacionais do município, incluindo as instituições particulares. No teor do documento, a SMED sugeriu ações estratégicas de curto, médio e longo prazo, visando evitar qualquer situação de risco nas escolas e CMEI’s. entre elas a intensificação de rondas, com equipes de segurança da Guarda Municipal em todos os bairros da cidade, nas proximidades dos espaços educacionais, por tempo indeterminado; estudo para iniciar processo para instalação de sirenes interligadas com a central da GMA e da Polícia Militar e retomar os processos administrativos enviados (2019 e 2022) para instalação de câmeras de monitoramento em todas as unidades.

A SMED ainda solicitou junto a PMPR, um curso presencial, visando qualificar as equipes gestoras de todas as unidades educacionais (públicas e privadas) para atuar em situações de risco, curso que poderá ser realizado em parceria com a GMA. Tais solicitações foram reportadas pela secretaria a todas as unidades escolares.

“Além das solicitações que a Secretaria de Educação realizou junto a Secretaria de Segurança Pública, destacamos a importância da frequência das crianças no ambiente educacional, porque os professores estão conversando com os alunos, estão fazendo o seu papel de compartilhar informações coerentes. Os profissionais também estão pedindo que os pais e responsáveis legais olhem as mochilas dos filhos, não estimulem a questão do pânico, da ansiedade nas crianças, haja vista tudo o que tem acontecido. O ambiente educacional é um ambiente de ensino e aprendizagem, esse é o princípio básico. Uma escola justa, uma escola que pensa em uma educação cidadã”, diz a secretária Adriana Palmieri.

Saúde mental das crianças

O Conselho Tutelar de Araucária também se manifestou sobre a violência nas unidades educacionais, argumentando que a principal medida nesse momento é orientar os pais a não divulgarem e nem compartilharem informações sobre supostos ataques.

“Quanto mais se compartilha, mais as crianças ficam com medo e maior é o pânico. Precisamos tentar resguardar a saúde mental das nossas crianças e jovens, caso contrário, eles irão se desapegar da escola, eles terão a escola como um local de medo, de pânico, e isso é preocupante. A gente precisa acreditar na inteligência da polícia, da segurança pública, porque com certeza eles têm um plano de ação para proteger o espaço físico e as crianças. É uma situação bem delicada, onde cabe o empreendimento de esforços por parte da segurança pública”, explica o Conselho.

Edição n. 1358