Padre André Marmilicz: Páscoa – Um novo amanhecer para a humanidade

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email

A Páscoa judaica recorda a passagem do povo escravo no Egito para a Terra Prometida. Eles se encontravam para a ceia da páscoa e ao redor da mesa, o filho mais novo perguntava porque eles estavam reunidos naquela noite de sábado. O pai então recordava toda a história do povo judeu no Egito, todo sofrimento, toda a escravidão e Deus que ouve o clamor do povo e envia Moisés para libertá-lo. Recorda a dureza de Faraó em deixar o povo partir e, depois, toda a passagem pelo deserto, durante 40 anos. O pai traz presente todo os grandes desafios enfrentados no deserto, a fidelidade de Deus, apesar das traições do povo. Deus que caminha na sua frente, mostrando o caminho a seguir, rumo a terra prometida, onde corre leite e mel. Enquanto comiam um carneiro e bebiam um bom vinho, o pai lhes recordava toda a passagem do povo hebreu, saindo da escravidão do Egito até a Terra Prometida. Esta era e ainda é a páscoa judaica, contada de pai para os filhos todos os anos, fazendo assim a memória do grande amor de Deus para com o povo judeu.

A Páscoa Cristã é celebrada muito tempo depois. Jesus, diversas vezes, celebrou com os discípulos a páscoa judaica. Ele quis muito celebrar a última páscoa com eles, mas, sabia que seria condenado à morte e por isso celebrou com eles a última ceia, ou seja, a santa ceia. Depois, foi até o horto das oliveiras, onde rezou profundamente ao Pai para que o livrasse daquele momento, mas, que se fizesse a vontade de Deus e não a sua. Depois de ter rezado, suando sangue, eis que surgiram os chefes políticos e religiosos e o prenderam, levando-o para ser condenado à morte. Foi violentamente flagelado, coroado com um coroa de espinhos, carregou a cruz e, por fim, foi crucificado e morto. Na sexta-feira, em torno das 15hs, soltou um forte grito, ‘está tudo consumado’. Parecia ser o fim de tudo, mas, era apenas o começo de uma nova era, de um novo amanhecer para a humanidade.

Três dias depois, Maria foi até o túmulo e nada encontrou. Voltou correndo para avisar os apóstolos que tinham roubado o corpo de Jesus. Era, na verdade, o início de um novo tempo, pois, a morte tinha sido vencido e o Cristo não estava mais ali, porque havia ressuscitado. Apareceu para Maria, a primeira a fazer a experiência com o ressuscitado e foi então partilhar essa alegria com os apóstolos. E, aos poucos, essa notícia foi se espalhando e os próprios apóstolos vão fazer a experiência do encontro com o Senhor vivo e ressuscitado. Em torno da ressurreição, começaram a anunciar a todos que Jesus está vivo e é esta certeza que os movia para levar a boa nova do evangelho para todos os povos. Com a sua ressurreição de Jesus, brotou a certeza de que tudo aquilo que ele pregou através de palavras, gestos e ações, continuava vivo para sempre em todos aqueles que o seguirão pelas gerações futuras. A morte foi vencida e Cristo ressuscita glorioso, força e coragem para os seus seguidores.

Celebrar a Páscoa significa renovar em cada coração a certeza de que fomos feitos para a vida e que um dia todos nós, a exemplo de Jesus, vamos ressuscitar. E, já nesta terra, podemos fazer a experiência da ressurreição, cheios do espírito do Cristo ressuscitado, que nos anima e nos impulsiona a vencer todos os obstáculos e desafios diários. Um olhar cheio de coragem e de esperança, porque Jesus ressuscitou.

Edição n. 1357

Compartilhar
PUBLICIDADE