Pais de ginastas pedem respostas da Prefeitura
A equipe oficial têm treinado sem equipamentos e no período noturnoPais de ginastas pedem respostas da Prefeitura

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O fim de 2013 foi triste para as meninas da equipe principal de ginástica rítmica de Araucária. Por dificuldades financeiras, a Prefeitura do município encerrou o contrato de aluguel do barracão localizado na Rodovia do Xisto e transferiu as garotas, provisoriamente, para o ginásio da Escola Municipal Archelau de Almeida Torres. No entanto, os pais das atletas ainda não tiveram notícias a respeito do fim dessa provisoriedade e decidiram buscar o jornal O Popular do Paraná para verificar a questão.

De acordo com João Carlos Fracaro, um dos únicos pais que aceitou identificar-se na reportagem, os treinos têm acontecido com regularidade no novo espaço. No entanto, as garotas não têm acesso aos equipamentos, o que dificulta os treinos. “Como elas utilizam o espaço da escola, tudo que usavam precisou ser guardado no CSU. O único material que elas possuem agora é um tapete, que é desenrolado toda aula e, infelizmente, fica em um canto do ginásio juntando pó no restante do tempo”, conta.

A reclamação, segundo os pais, não é em relação à instituição educacional que as meninas têm utilizado. Afinal, o local cedeu seu espaço para que as garotas continuassem a rotina de treinos. “O que nós queremos como pais é que a Prefeitura informe a respeito da situação do novo ginásio para a GR, onde as meninas poderão usar seu material e treinar somente no horário da tarde”, afirma a mãe Rucélia Hartmann.

De acordo com João Carlos, essa é outra situação que tem preocupado os pais. “Minha filha tem nove anos e estuda de manhã. Como as alunas têm treinado no período noturno, fica tarde para que ela e as demais garotas cheguem em casa, sem contar que é um horário perigoso”, ressalta.

Resposta da SMEL
De acordo com Idu Blaszczak, diretor geral da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, a Prefeitura conhece a situação das garotas e sabe que as condições atuais não são as melhores para o rendimento da equipe. “No entanto, nós ainda não contamos com recurso para alugar ou construir outro local, e só temos que agradecer à diretora da escola por ceder aquele espaço. Caso contrário, as meninas não teriam onde treinar”, informa.

O que tem sido feito, segundo o diretor, é buscar auxílio do estado. “Estamos correndo atrás de alguma emenda e pedindo para deputados que possam nos ajudar a construir uma sede própria para a SMEL e para modalidades como a ginástica rítmica. Só que isso demanda tempo, projetos e outras atribuições burocráticas”, explica.

Assim, os pais e a equipe precisarão aguardar os resultados e também entrar na busca por auxílio financeiro, porque, se dependerem de recursos internos do município, possivelmente cansarão de esperar.
 

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