Pais de alunos do Colégio Estadual Cleide Leni Kurzawa, que funciona em um prédio compartilhado com o Instituto Federal do Paraná (IFPR), no bairro Thomaz Coelho, voltaram a reclamar da falta de porteiro na entrada da instituição. A preocupação é com relação à falta de segurança para os alunos, já que qualquer pessoa pode acessar o local.

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Eles também reclamam de algumas obras que estão acontecendo no colégio, as quais estariam causando transtornos aos estudantes. “A primeira vez que reclamamos, eles colocaram um porteiro aqui, mas ele não ficou por muitos dias. O porteiro tem que ficar de forma permanente. E pra piorar, agora estamos preocupados também com a movimentação de trabalhadores por conta das obras. Eles deixam os andaimes, escadas e outros materiais no caminho dos alunos, e isso é um perigo”, disse uma mãe.

Sobre as reclamações dos pais, o IFPR esclarece que as obras realizadas no momento no Campus Araucária são a da quadra coberta com vestiário e a do restaurante estudantil com previsão de duração de 18 meses.

“Os andaimes, no entanto, são materiais da parte prática do curso Montador de Andaimes, voltado para a população trabalhadora e que faz parte do Programa Autonomia e Renda. O material ficou montado por uma semana”, explica a reitoria.

O Instituto ainda disse que, visando maior segurança no local, uma sinalização foi providenciada para que os estudantes da escola estadual não tenham acesso durante o período em que o material estiver montado para as aulas práticas do curso.

“É importante frisar que a escola estadual hoje ocupa um espaço que é do Instituto Federal do Paraná, em comum acordo, e tem ciência das atividades e cursos que são desenvolvidos pelo Instituto neste momento, voltados para a formação profissional de trabalhadores jovens e adultos por meio do programa financiado pela Petrobras”.

O IFPR salienta que em 2027 iniciará o funcionamento dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do campus Araucária. Isso significará a presença diária inicial de pelo menos 120 estudantes adolescentes naquele espaço, além da continuidade dos cursos do programa Autonomia e Renda. “Ressalta-se, por fim, que o Instituto destinou um espaço físico específico para a escola estadual com uma ala de salas de aula a ser utilizada somente pela escola”, conclui.

Também interrogada sobre a questão, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) disse que acompanha a situação relacionada ao acesso ao Colégio Estadual Cleide Leni, e trabalha para garantir condições adequadas de segurança aos estudantes e à comunidade escolar.

“O colégio funciona em uma das edificações do Campus Araucária do IFPR, em espaço compartilhado com a instituição federal, responsável pela gestão e pelas intervenções na estrutura física do imóvel. Sendo assim, a Seed-PR mantém diálogo com o Instituto para avaliar alternativas para o controle de acesso ao local”, afirma.

Representantes das duas instituições devem se reunir nos próximos dias para tratar da questão e definir as medidas cabíveis.

Edição n.º 1946

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