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A partir da zero hora de sexta-feira (6), a tarifa de ônibus em Curitiba passa dos atuais R$ 2,85 para R$ 3,15 para pagamento em cartão-transporte e R$ 3,30 para pagamento em dinheiro.

A tarifa de R$ 2,85 vigorava desde março de 2013. Portanto, a correção de R$ 0,30 (10,5%) não recompõe sequer a inflação dos últimos dois anos – aproximadamente 12%.

No mesmo período, o salário base dos trabalhadores do transporte, que representa quase 50% do valor da tarifa, teve reajuste médio de 20% – sem contar 2015.

A Prefeitura de Curitiba assume integralmente o pagamento do subsídio das linhas urbanas, que será de R$ 2 milhões por mês.

O reajuste faz parte do esforço da Prefeitura para manter a integração e a tarifa única. Com esse novo valor, o subsídio do Governo do Estado cai de R$ 7,5 milhões/mês em 2014 para cerca de R$ 7 milhões/mês em 2015.

Se o Estado concordar, o valor por ele repassado será exclusivo para atender a região metropolitana, visto que legalmente o transporte intermunicipal é de responsabilidade dos Estados.

Mesmo assim, se o Estado não concordar com os valores, para manter a integração a Prefeitura de Curitiba sugere que o subsídio estadual seja repassado diretamente às empresas metropolitanas, sem passar pelos cofres do Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC).

“Não temos condições de repassar todo impacto do reajuste dos trabalhadores, dos insumos e da remuneração das empresas para o consumidor. Chegamos a um valor que sequer recompõe a inflação do tempo em que a tarifa ficou congelada e estamos mantendo o subsídio. Para garantir a integração, estamos reduzindo o subsídio pago pelo Estado a valores de 2012, quando foi criado o subsídio”, explica o presidente da URBS, Roberto Gregório.

Por que a tarifa tem que subir?

Por força do contrato assinado a partir da licitação de 2010, a tarifa técnica (repassada às empresas) é corrigida anualmente em fevereiro.

A expectativa é que a tarifa técnica fique em torno de R$ 3,60.

Para estimar o valor da nova tarifa técnica urbana, a Prefeitura está considerando os percentuais de reajuste dos itens que compõem a planilha de custos do sistema e projetando uma variação salarial dos trabalhadores próxima do INPC dos últimos 12 meses.

Qualquer nova decisão judicial que atenda reivindicações de trabalhadores ou empresários será comunicada a população e causará novo desequilíbrio no sistema.

“Independente de quando for concluída a negociação salarial dos trabalhadores, o reajuste terá impacto retroativo a 1º de fevereiro. Ou seja, quanto mais demorarmos para definir a tarifa do usuário maior será o rombo no sistema. Temos que agir com responsabilidade para garantir a regularidade do serviço”, afirma Gregório.

Além do custo de operação, que é o pagamento feito às empresas, Curitiba responde sozinha pela manutenção da infraestrutura do transporte coletivo de 21 terminais urbanos, 81 quilômetros de canaletas, 357 estações tubo e 6,5 mil pontos de parada de ônibus. Em 2014, foram R$ 30 milhões sem contar despesas com pavimentação e manutenção das canaletas, estrutura viária e iluminação de pontos de ônibus. Este valor não está incluído na tarifa.

Outras tarifas

A tarifa domingueira, que desde o ano passado também pode ser paga com cartão, não teve reajuste e continua em R$ 1,50. A linha Circular Centro passa de R$ 1,80 para R$ 2,00 e a Linha Turismo, de R$ 30,00 para R$ 35,00 com direito a um embarque e quatro reembarques.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

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