A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre nessa sexta-feira, 17 de abril, 17 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pela prática de desmanches ilegais de veículos na capital e em duas cidades da região metropolitana. Em Araucária, foram cumpridas duas ordens de busca e apreensão domiciliar e uma de prisão, nos bairros Estação e Passaúna.

Cinquenta policiais estão envolvidos na operação, com o objetivo de cumprir 13 mandados de busca e apreensão, cujo objetivo é reunir evidências que auxiliem nas investigações em curso, bem como o cumprimento de quatro mandados de prisão, entre temporárias e preventivas. Os imóveis alvo das buscas incluem residências dos suspeitos, estabelecimentos comerciais de autopeças e oficinas mecânicas relacionadas aos investigados.

A investigação teve início em junho de 2025, quando a PCPR localizou um depósito no bairro Cajuru, em Curitiba. No local, foram encontradas centenas de peças de veículos desmontados, que pertenciam a aproximadamente 40 veículos que haviam sido furtados ou roubados nas regiões central e norte da cidade entre os anos de 2022 e 2025.

A investigação identificou a pessoa jurídica responsável pelo armazenamento e receptação de veículos produtos de atividades criminosas. “Com autorização do Poder Judiciário, foram analisadas transações bancárias que somadas ultrapassam R$ 4 milhões entre os anos de 2022 e 2025”, disse o delegado Felipe Boffo, responsável pelas investigações.Segundo as investigações, as transações financeiras suspeitas ocorreram entre os receptadores e os indivíduos envolvidos na desmontagem e subtração dos veículos. Em outubro de 2025, a investigação localizou um outro galpão no bairro Boqueirão, em Curitiba, utilizado para a desmontagem de veículos roubados. Na ocasião, quatro pessoas foram presas, incluindo os responsáveis pelos furtos e pelo desmanche.

Três veículos recém roubados foram recuperados já desmontados. A estimativa dos prejuízos relacionados aos 43 veículos roubados e desmontados totaliza aproximadamente três milhões de reais. Em dezembro de 2025, dois suspeitos de integrar a organização criminosa foram presos em flagrante por novos furtos no bairro Ahú, na capital.