Pela retomada segura! | Araucária
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Em nossa última edição trouxemos como manchete a informação de que as aulas presenciais serão retomadas na rede municipal de educação a partir de março.

A matéria, como não poderia deixar de ser, gerou muita repercussão em Araucária. Essa retomada é algo aguardado e temido por todos nós. Aguardado porque, entre outras coisas, é fato inconteste que o ensino presencial é a melhor forma de absorção de conhecimento por nossas crianças e adolescentes. Temido porque ainda vivenciamos a pandemia da Covid-19, que tem entre suas medidas de prevenção o distanciamento social.

O temor pela retomada é legítimo, mas não pode ser argumento para não tocarmos no assunto, para não desenvolvermos protocolos de biossegurança que permitam que nossas crianças e adolescentes voltem às salas de aula.

É preciso exigir do poder público a retomada das aulas presenciais, mesmo que – inicialmente – num sistema híbrido. É preciso cobrar que os órgãos municipais ofereçam insumos e equipamentos de proteção individual para alunos e trabalhadores da educação. É preciso fiscalizar se a retomada está mesmo sendo segura.

O que não é possível é simplesmente não discutirmos o assunto passados dez meses de pandemia. O susto inicial sobre as formas de transmissão não existe mais. As formas de prevenção estão consolidadas. Logo, é sim urgente retomarmos as aulas presenciais. Educação não pode ser prioridade apenas no discurso. Precisa ser prioridade na prática. E a prática neste momento se resume a garantir a retomada segura aos bancos escolares, pois a cada dia que adiamos esse retorno estamos sacrificando nossos alunos.

Os prejuízos cognitivos as nossas crianças nesses quase um ano longe dos bancos escolares é incalculável. A manutenção do ensino remoto incentiva a evasão escolar e causará prejuízos para a vida toda desse aluno e de toda a sociedade, pois – como sabemos – a Educação gera cidadania e a falta dela gera violência, abismo social, atrasa o desenvolvimento econômico do país, entre tantas outras consequências que, ao contrário da Covid-19, não podem ser evitadas e/ou reduzidas.

Pensemos nisso e boa leitura.

Publicado na edição 1249 – 18/02/2021

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