A Polícia Civil do Paraná está em fase de conclusão do inquérito policial que apura o crime ocorrido no dia 16 de maio deste ano, em uma distribuidora de bebidas no bairro Capela Velha, para posterior remessa à Justiça.

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Os trâmites finais ocorrem a partir da prisão do principal suspeito, um homem de 50 anos, que é investigado pelos crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, importunação sexual e porte ilegal de arma de fogo; ele foi preso no dia 11 de junho na região noroeste do estado. O inquérito policial deverá indiciar, ou não, o suposto autor do crime.

A prisão foi realizada em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal da Comarca de Araucária, sendo efetuada pela Polícia Civil do Paraná, com o apoio da Polícia Militar.

Sobre o crime

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Araucária, apuraram que o crime ocorreu após o investigado praticar um ato libidinoso contra uma mulher, sem o seu consentimento, nas proximidades da distribuidora. Na ocasião, testemunhas interferiram em defesa da vítima, dando início a uma discussão que resultou na agressão do suspeito.

Após a desavença, o indivíduo retirou-se do local fazendo ameaças, retornando em menos de cinco minutos portando um revólver calibre .38, com o qual efetuou diversos disparos. Uma mulher, de 29 anos, foi atingida no braço e sofreu um disparo de raspão no abdômen. Um homem também foi alvo dos tiros, contudo, não foi atingido.

Na sequência, o autor perseguiu um homem de 26 anos, identificado como Cristiano Siqueira, que não possuía envolvimento na briga inicial, e o executou no interior do banheiro do estabelecimento. Em seguida o investigado evadiu-se do local, ocultou as placas do veículo utilizado na ação e providenciou o esconderijo da arma. Posteriormente, apresentou-se à Delegacia de Araucária, acompanhado de seu advogado e entregou, voluntariamente, a arma usada no crime.

Na ocasião, prestou depoimento e foi liberado. Conforme as investigações avançaram, a PCPR representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi autorizada pela Justiça.

Edição n.º 1937

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