Alguma vez você já imaginou sua vida parar totalmente por causa de um acidente? Imaginou ficar quatro meses em uma cama e mais de cinco anos lutando para salvar sua perna? Imaginou precisar cuidar de uma ferida, com curativos diários, tomando antibióticos ininterruptamente e depois de todo esse tempo, de tanta dor e frustração, perceber que foi inevitável a amputação? Esta é uma história real, é a história de vida do paratleta de voleibol Ediandro (Ed) Adir Casagranda, 32 anos. Acostumado a uma vida agitada, fazendo esportes, faculdade, trabalhos de modelo, jogando futebol, academia e outras atividades, ele viu tudo mudar de repente. No dia 18 de setembro de 2012, Ed sofreu um terrível acidente automobilístico quando retornava do trabalho. Perdeu o próprio pai e ficou gravemente ferido. “Deste dia em diante, minha vida mudou.

Eu perdi praticamente tudo, meu pai, meu carro, meu trabalho, minha casa, minha saúde e passei a viver em prol da minha recuperação, na tentativa de voltar a ter uma vida mais próxima do normal. Depois de muitos tratamentos, remédios, pomadas, hospitais, algumas mandingas, médicos e clínicas diferentes, consegui alongar meu fêmur em mais de 5cm e colocar a perna na posição correta. Melhorei bastante minha mobilidade, contudo, ainda tive muita limitação.

Tomava antibióticos duas vezes ao dia e tinha uma ferida aberta que necessitava de curativos diários e um curativo especial uma vez por semana, com enfermeiras especialistas em feridas. Eu tinha que usar muletas, na maior parte do dia. A ferida aberta causava frequentes infecções que poderiam piorar ao ponto de eu ter que amputar a perna toda ou ainda poderia causar uma infecção generalizada, que poderia ser fatal. Minha vida virou de cabeça para baixo e todos os meus sonhos, projetos de vida e anseios estavam adormecidos enquanto lutava contra o pior”, relembra.

Para voltar a ter uma vida mais próxima do normal, infelizmente Ed teve que optar pela amputação da metade da canela para baixo e colocar uma prótese de fibra de carbono. “Graças a Deus e ao apoio da minha esposa e família e de os que fizeram campanhas para me ajudar, finalmente consegui voltar a andar sem a necessidade de muletas, com uma prótese simples, porque não consegui todo dinheiro para uma prótese que fosse ideal para as minhas atividades diárias. Porém ainda me faltava algo, que era poder voltar a fazer esportes. Eu tinha tanta vontade de melhorar e meu pensamento positivo foi tão forte que poucos dias depois de amputar a perna, o Alex Witkovski (também paratleta de voleibol) ficou sabendo da minha história, me chamou no whats e me convidou para conhecer o vôlei paraolímpico no Círculo Militar.  Fui e me apaixonei pelo vôlei, pois sempre quis jogar antes de sofrer o acidente. Três dias depois de tirar os pontos da cirurgia, comecei a treinar e em poucos meses já estava participando de competições”, conta.

Ed encerrou 2018 com uma medalha de ouro e quatro de prata, uma delas do Parajaps (maior competição da modalidade no Paraná) e outra na segunda maior no Brasil, o Brasileiro de Vôlei Paraolímpico série Prata. No final de 2018, outra equipe de vôlei sentado, o IPP Brasil Curitiba lhe viu jogar e o chamou. “Fui conhecer o projeto e me interessei, pois era uma equipe da série Ouro, a elite do vôlei brasileiro. Claro que teria muito mais dificuldades porque estava conhecendo o paravôlei e iria para uma equipe com vários jogadores da seleção e outros com passagens pela equipe brasileira. Fiquei deslumbrado.

Em 2019 ganhamos ouro em quase todas as competições que participamos, no Paraná fomos invictos, no Brasileiro infelizmente não tivemos o resultado esperado, ficamos em quarto. Em 2020, com a pandemia, infelizmente não teve nenhuma competição, com isso começamos a perder patrocínios e apoiadores. Em 2021 tivemos o Parajaps (Ouro) brasileiro e ficamos em quarto de novo e na etapa do estadual em Paranaguá, ficamos com a prata. Em 2022 o ano começou muito bem, fui convidado para conhecer o vôlei de praia para deficientes e achei incrível, já tivemos uma competição paranaense este ano, e eu e meu trio ficamos com a prata (minha 14ª medalha). Agora estou treinando em duas modalidades do vôlei, além disso, os envolvidos no acidente que sofri, que resultou na perda da minha perna, vão arcar com as custas de uma nova prótese. Depois de quase 4 anos lutando, finalmente terei a prótese ideal para meu peso, altura e idade, e poderei me exercitar direito e retomar a forma física que tinha em 2012. Então, 2022 tem tudo pra ser um grande ano e quem sabe eu possa arriscar uma vaga na seleção brasileira, este é meu maior sonho”, prevê o paratleta.

Mas para realizar seu sonho, Ed Casagranda precisa novamente dos patrocinadores. “Preciso manter os treinos, as aulas, o combustível para ir treinar de manhã e voltar a tempo para ir trabalhar a tarde e a noite. Para suplementação e academia, graças a Deus já tenho o patrocínio da Academia Estação Fit. Por isso, venho pedir apoio de novos patrocinadores e em troca divulgarei seus nomes, marcas, empresas em minhas redes sociais, nas camisetas de treino, eventos, competições e outros”, diz Ed.

Serviço

Contatos para patrocinar o paratleta Ediandro poderão ser feitos pelo Facebook e Instagram “Ed Casagranda” ou pelo whatsapp (41) 99181-3400. Também é possível ajudar o paratleta através da vakinha virtual, no link http://vaka.me/2744320

Foto – Emanoel dos Santos

Texto: Maurenn Bernardo

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