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Próximos júris já estão marcados

Cris May Cleiton de Araújo é acusado pela morte de Alessandro (na foto), em 2016
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Próximos júris já estão marcados
Cris May Cleiton de Araújo é acusado pela morte de Alessandro (na foto), em 2016

 

Os júris populares em Araucária já têm data para acontecer este ano. Vários deles já estão marcados para o primeiro semestre de 2018, porém apenas os de fevereiro estão confirmados.

O primeiro julgamento do ano acontecerá no próximo dia 8 de fevereiro. Será réu Cris May Cleiton de Araújo, conhecido pelo apelido de “Frango”, preso há pouco mais de 10 meses. Ele é acusado pelo homicídio contra Alessandro Pereira dos Santos, 27 anos, conhecido como “Nego”, em 18 de junho de 2016, na rua André Moll, no bairro Tindiquera.

Na noite do crime, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo. No local, a equipe deparou-se com a vítima caída ao lado de um veículo GM Corsa.

Testemunhas relataram que o indivíduo que atirou contra Alessandro, ainda ateou fogo no veículo. Porém, as pessoas que estavam na região retiraram a vítima de dentro do carro e apagaram as chamas, antes que tomassem conta do veículo.

Ainda, segundo populares na época do crime, o autor teria retirado alguns objetos do veículo, como celular e GPS, e fugido a pé. Corria a informação de que o autor seria Cris May, porém o suspeito não foi encontrado na localidade em que morava.

Dois dias depois, o acusado foi abordado por policiais e, por estar em posse de uma arma de fogo, um revólver calibre 38, recebeu voz de prisão. De acordo com a denúncia oferecida, foi realizado confronto balístico entre a tal arma e o projétil extraído do corpo da vítima e durante o exame de necrópsia, foi verificado que a arma encontrada com Cris May foi a mesma que desferiu o tiro fatal contra Alessandro.

Também sobre este caso, a vítima era acusada de ter envolvimento na morte da menina Eriane Ferreira dos Santos, de 9 anos, durante a última Festa do Pêssego em Araucária, em dezembro de 2006. Na época em que foi morto, Alessandro estaria morando em Fazenda Rio Grande e teria vindo a Araucária visitar a sogra com a mulher.

SEGUNDO JÚRI

Já no dia 22 de fevereiro, estará sentado no banco dos réus no júri popular Jackson Halas Gouvea. Ele é acusado pela prática de tentativa de homicídio qualificado contra João Almeida dos Santos Filho, na noite de 2 de outubro de 2011, na rua Tesoureiro, esquina com a rua Tiriva, no jardim Califórnia.

Conforme consta na denúncia a vítima estava embriagada, deitada em sua cama no alojamento de uma obra, quando três agressores aproximaram-se e passaram a desferir golpes contra João, sem mesmo deixar que ele pudesse se defender.

O trio, já teria combinado previamente a agressão a ser praticada, e ao encontrarem a vítima, teriam dado socos, chutes e golpes com pedras e um martelo, principalmente na cabeça de João, causando-lhe graves lesões. Ainda, de acordo com a denúncia, o homicídio só não foi consumado porque outras pessoas intervieram, impedindo a continuidade da agressão.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal de Araucária pelo Siate com fraturas e traumatismo craniano. Já a Polícia Militar apreendeu os indivíduos envolvidos, que estavam detidos por populares e testemunhas que teriam presenciado os fatos, acusando Jackson e os outros dois adolescentes da autoria.

Ainda, segundo o Ministério Público, o crime foi cometido por motivo fútil: porque a vítima teria afirmado que não tinha medo de um dos acusados. Pesa também na denúncia o modo como se deram as agressões, mediante meio cruel, causando à vítima grande sofrimento físico.

Na época do crime, o escrivão que atuava na Delegacia de Polícia Civil comentou que aconteceu um churrasco na região e no local uma discussão teria ocorrido. Os acusados teriam, inclusive, preparado uma cova para João, já com a intenção do homicídio.

JULGAMENTO

Os dois julgamentos, tanto o de Cris May como o de Jackson, devem ter início a partir das 9h, no salão do júri, localizado no Fórum de Araucária.

Fotos: Marco Charneski e divulgação

 

Publicado na edição 1097 – 25/01/2018