Quem são os voluntários que fazem a diferença em suas comunidades

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Em 28 de agosto foi comemorado o Dia Nacional do Voluntariado! Os voluntários são pessoas que doam seu tempo, energia e talento, de maneira espontânea e não remunerada em prol de causas sociais, sempre motivados pela solidariedade. Eles representam os mais diversos segmentos, desde organizações educacionais a instituições que atuam em causas emergenciais humanitárias.

Hoje você encontra voluntários nas mais diversas frentes, seja na coordenação de campanhas de distribuição de alimentos, no resgate de animais, contribuindo para mobilizações ligadas à saúde e ao meio ambiente, entre outras iniciativas.

No Dia Nacional do Voluntariado, o Jornal O Popular reuniu depoimentos de três araucarienses que realizam projetos e ações sociais em suas comunidades que conseguem fazer a diferença para as pessoas em situação de vulnerabilidade.

Remilton Rodrigues dos Santos é voluntário há 7 anos no Jardim Santa Cruz, bairro Capela Velha, onde também é liderança comunitária. Ele diz que decidiu ser um voluntário ao ver as necessidades da sua comunidade e tinha muita vontade de fazer algo para ajudar o povo.

Quem são os voluntários que fazem a diferença em suas comunidades

“Desde que comecei este trabalho já conseguimos trazer algumas melhorias pra cá, isso na parte estrutural, mas também organizamos festas e outros eventos em datas como o Dia das Crianças, Natal e outras e fazemos campanhas de arrecadação. Posso afirmar com toda certeza que ser voluntário principalmente na comunidade onde eu moro é gratificante, porque crescemos junto com o lugar onde vivemos. É muito bom ver o bairro crescendo e saber que temos parte nisso”, declarou.

Leonilda (Léo) de Oliveira Tolomeotti tem 46 anos e há 5 anos vem se dedicando ao voluntariado, não apenas ajudando pessoas no bairro onde mora, o Campina da Barra, como também em vários outros bairros de Araucária. Ela sempre se envolveu com atividades sociais para ajudar o próximo, mas há cinco anos iniciou um trabalho voluntário mais intenso dentro das comunidades.

“Eu tinha um salão de beleza, o Versatyly, mas tive que fechar por motivo de enfermidade, então me dediquei ainda mais em ser uma voluntária. O trabalho que faço dentro das comunidades é levar alimentos, cobertores, roupas. Eu e minha mãe fazemos pães caseiros e entregamos para os moradores e os trabalhadores da reciclagem, tudo feito com doações. A cada semana produzimos uma quantidade diferente de pães, mas gira em torno de 55 a 75 pães. Sempre estou pedindo doações de trigo, óleo, sal, açúcar através das redes sociais. Também arrecadamos móveis, roupas, cobertores e alimentos para montar kits e cestas básicas. Fazemos marmitas a cada 15 dias para entregar nas ruas e também para os catadores de reciclagem e ajudamos gestantes”, conta.

Quem são os voluntários que fazem a diferença em suas comunidades

Léo começou a fazer esse trabalho porque percebeu que mais pessoas em Araucária necessitavam de ajuda e havia muitas famílias em situação de vulnerabilidade vivendo sem o mínimo necessário. “O trabalho voluntário para mim me dá esperança que as pessoas vivam com dignidade, me faz acreditar que ainda existe amor ao próximo. É muito gratificante ver as pessoas envolvidas, fazendo doações, querendo ajudar nas entregas. Sei que não conseguimos nada sozinhos, mas juntos, podemos transformar muitos sonhos em realidade”, afirma.

Irlene Ribeiro Lemos, 43 anos, mora no bairro Tindiquera, mas seu trabalho como voluntária chega a muitas outras comunidades como a Favorita (Jardim Arvoredo), Caximba, Jardim Israelense, Jardim Tupy. Ela faz isso há 15 anos e diz que a vocação vem de família e da fé em ajudar o próximo. “Trabalho com venda de enxovais, mas eu amo fazer esse trabalho voluntário. Todos os dias recebo pedidos de alimentos, cestas básicas, remédios, fraldas, cadeiras de rodas, muletas, roupas de frio, e conforme chegam as doações eu vou entregando as pessoas que me pedem. Nesse momento já começamos os pedidos para o dia das crianças, e aproveito para convidar quem quer fazer parte do nosso grupo, nos ajudar e poder sentir o quanto isso é gratificante”, convida a voluntária.

Segundo ela, não há palavras para descrever a felicidade de ser uma voluntária e poder presenciar a emoção de quem recebe ajuda. “São muitas palavras de gratidão. ainda assim, sabemos que a recompensa vem de Deus, e sempre falo que sou a pessoa mais abençoada desse mundo, que não mereço tantas bençãos. Seria muito bom se todos pudessem ter essa experiência de ser voluntário para levar amor e solidariedade ao próximo. Com certeza teríamos um mundo muito melhor”, aconselha.

Edição n.º 1378

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