Reabertura da FAFEN deve injetar até R$ 1,2 bi na economia de Araucária

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Foto: Divulgação
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Das várias notícias que têm animado o cenário econômico araucariense nos últimos meses, uma das que mais pode ser comemorada é a trazida pela diretoria executiva da Petrobras na última quinta-feira, 6 de junho: o retorno das atividades operacionais da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), subsidiária integral da companhia.

Popularmente conhecida como FAFEN, a empresa está hibernada desde março de 2020 e sua reativação já havia sido confirmada pela Petrobras no ano passado. Porém, ainda não havia sido autorizado os procedimentos administrativos para efetivar o “religamento dos motores” do complexo industrial. Agora, em comunicado ao mercado, a diretoria da petroleira afirmou que “serão imediatamente iniciados todos os procedimentos necessários à retomada da fábrica, incluindo a publicação dos editais para contratação de serviços de manutenção e de materiais críticos”.

Essa autorização para imediata retomada da FAFEN é uma excelente notícia para a economia araucariense já que a estimativa é a de que só para colocar o complexo industrial novamente para funcionar sejam necessários R$ 1,2 bilhão. Tais valores devem resultar na geração de milhares de empregos no processo de manutenção dos equipamentos que voltarão a ser religados, bem como a modernização dessa estrutura que está parada há mais de quatro anos.

Muito embora nem todos os empregos que serão gerados nesse processo de retomada fiquem para os araucarienses, a ocupação desses postos de trabalho deve gerar um ciclo virtuoso para o comércio local, assim como para o setor de serviços. A estimativa de entidades sindicais é que algo em torno de 5 mil vagas sejam geradas até o início das operações. Já com a FAFEN em funcionamento, os postos diretos devem ficar na casa de 300 e as vagas para terceirizados em cerca de 900.

Além disso, como um percentual razoável dos mais de R$ 1 bilhão necessários para o religamento da FAFEN dizem respeito a contratação de empresas que prestarão serviços dentro da unidade, a tendência é de que os cofres municipais sejam beneficiados com a arrecadação de ISS, cuja alíquota para esse tipo de obra é de 5%.

Recontratação

Também no comunicado feito ao mercado na semana passada, a Petrobras confirmou que deve aproveitar os recursos humanos fixos que já trabalhavam na FAFEN quando do fechamento, em 2020. “Com a decisão, a Petrobras autoriza também que a ANSA celebre acordo e efetue a contratação dos antigos empregados, condicionada à homologação do acordo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST)”, diz a nota.

Dentro da programação feita pela Petrobras, com os trabalhos para o religamento da FAFEN sendo iniciados agora, a previsão é que a operação seja reiniciada no segundo semestre de 2025. Quando voltar a funcionar, a empresa terá capacidade de produção de 720 mil toneladas/ano de ureia e 475 mil toneladas/ano de amônia, além de 450 mil m³/ano do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32). Esses produtos são indispensáveis para vários setores da economia brasileira, principalmente produção de fertilizantes, item indispensável para a agronegócio.