A inventividade humana é algo admirável. Somos capazes de encontrar soluções e alternativas para quase tudo. Tanto para praticar o bem, quanto para o mal. Para construir ou destruir. Nesta edição estamos chamando a atenção da comunidade para a ação de um grupo de bandidos que está se passando por agentes de combate à dengue. A imagem de profissionais que fazem um trabalho essencial para a saúde pública sendo usada para, literalmente, abrir a porta e deixar vulnerável a casa de pessoas de bem.

A ação desses bandidos causa duplo prejuízo. Primeiro para as famílias vítimas desses crimes violentos que, muitas vezes, veem o fruto do trabalho de uma vida toda sendo levada embora. O segundo é para a coletividade como um todo, que ao saber desses casos tende a não abrir mais as portas para as equipes de combate a endemias: as verdadeiras, o que pode aumentar possíveis focos de doenças endêmicas, como a dengue.

Obviamente que querer apelar para a sensibilidade de quem fez a opção pelo mundo do crime é algo que, com certeza, não vai dar certo. Logo, não adianta dizer que os bandidos precisam ter a consciência de que o disfarce deles – em último caso – acaba favorecendo a proliferação de uma doença que atinge milhões de brasileiros anualmente.

Ao cidadão comum, como sempre, resta redobrar os cuidados sempre que receber a visita de um servidor público à sua porta. Simplesmente não deixe de atendê-lo, mas peça que se identifique e entre em contato com a Prefeitura para confirmar que se aquela pessoa que ali está é mesmo o profissional certo. É revoltante ter que fazer isso simplesmente porque o Estado não consegue nos dar a segurança adequada? Sim, é! Porém, é o que temos pra hoje! Boa leitura!

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