Compartilhe esta notícia

Rua do Jardim Ipês virou depósito de lixo
A rua Martins Deda é prova de que muitas pessoas jogam lixo em locais inapropriados sem pensar nas consequências

Plástico, madeira, móveis quebrados e todo tipo de lixo que se possa imaginar são jogados diariamente em diversas ruas de Araucária, favorecendo o surgimento de doenças e prejudicando quem mora na região. Esse é o caso da rua Martins Deda, no Jardim Ipês, onde toda a extensão da via está coberta por lixo. “Isso é uma vergonha porque tem escola aqui perto e muitas crianças passam por aqui para poderem estudar”, afirma a moradora Darla Daiane Druszcz, que reside no bairro há 25 anos.


Segundo ela, a Prefeitura já limpou o local algumas vezes, mas rapidamente a situação volta ao que estava antes. “Muita gente passa caminhando e jogando coisas. Inclusive, já vi até carros e caminhões de serviços públicos pararem e jogarem lixo também. É uma falta de educação”, pontua.

Para o araucariense Emanoel Santos, a situação é inaceitável e as pessoas deveriam ter consciência de seus atos. “Isso é coisa das pessoas que não têm capacidade de colocar tudo em um saco de lixo, separar e esperar o responsável pelo reco­lhimento passar. É vergonhoso demais, e o povo não se toca que estamos em um momento no qual tudo pode ser motivo para transmitir doenças”, pontua.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, a situação da rua será analisada, mas é importante que a população tenha consciência e mantenha o local limpo após a coleta. “Inclusive, se as pessoas que jogam lixo forem denunciadas, nós iremos conversar pessoalmente com essas pessoas”, informa.

Já no caso de terrenos baldios repletos de lixo, o morador deve entrar em contato com a Secretaria de Urbanismo para que o fiscal analise o terreno e envie uma notificação ao proprietário solicitando a limpeza. “Além disso, é importante entrar em contato com a Vigilância Sanitária sempre que encontrar algum local com lixo que possa acumular água parada, pois precisamos evitar o Aedes Aegypti, que transmite a dengue e também o vírus Zika”, pontua.

Texto: Raquel Derevecki / FOTO: everson santos

Compartilhe esta notícia