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Salário inicial de médicos da Prefeitura passará a ser de quase R$ 17 mil

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O prefeito Hissam Hussein Dehaini decidiu reajustar o salário inicial dos médicos concursados da Prefeitura de Araucária para R$ 16.500,00. O valor será pago aos profissionais que aceitarem cumprir uma carga horária de 20 horas semanais.

Quando passar a valer, este será um dos maiores, senão o maior, salário inicial pago a médicos concursados em início de carreira em toda a Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Hissam tomou essa decisão após várias conversas com quadros técnicos da Prefeitura e também em virtude da constatação de que o salário inicial atual previsto nos editais de concurso público que a Prefeitura vem lançando não é atrativo para esses profissionais. Atualmente, o vencimento de um médico em início de carreira no Município é de R$ 8.270,51, isto para trabalhar 20 horas semanais. Ou seja, a proposta de Hissam dobra este valor.

“Temos feitos diversos concursos públicos para médicos e infelizmente esses profissionais não têm se inscrito para participar das provas. E quando se inscrevem e passam acabam assumindo a vaga e ficando poucas semanas nas unidades básicas, já pedindo exoneração em seguida”, pontua Hissam. Ainda segundo o prefeito, é preciso encontrar formas de atrair esses profissionais para Araucária e um dos chamarizes é o salário vantajoso quando comparado a outros municípios. “Estamos investindo pesado também na construção de novas unidades básicas de saúde. Então, os médicos que aceitarem fazer concurso público aqui e passarem, ganharão bem e ainda terão uma estrutura física invejável para trabalhar”, analisa.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), atualmente o Município está tendo que fazer um novo concurso público porque o feito anteriormente teve mais de 40 candidatos aprovados convocados, sendo que menos de dez deles ainda permanecem trabalhando na rede pública de saúde.

Só para se ter uma ideia da dificuldade de retenção de médicos nos quadros da Prefeitura, existem atualmente 142 vagas para clínicos gerais na rede, sendo que apenas 47 delas estão ocupadas. Ou seja, o déficit só desses profissionais é de 95 pessoas.

O mesmo problema se vê no caso dos médicos pediatras. Existem hoje na rede 79 vagas para esses profissionais. Destas, apenas 34 estão preenchidas, resultando num déficit de 45 profissionais. A situação não é diferente na especialidade de ginecologia, que possui 36 vagas, das quais 25 estão ocupadas.

Obviamente, um reajuste vertiginoso no salário desses profissionais trará impacto na folha de pagamento da Prefeitura, mas o prefeito entende que existe fôlego para promover essa adequação e, desta maneira, fazer com que o cidadão vá a unidade básica de saúde e encontre um médico para atendê-lo. “A cidade que recebemos em 2017 jamais conseguiria fazer o que estamos fazendo agora. Isto porque os interesses naqueles tempos pareciam ser outros. Mas agora, depois de sete anos colocando a casa em ordem e pensando somente no bem da população, podemos fazer essa proposta”, complementou Hissam.

Adequações

Para possibilitar essa alteração no vencimento inicial dos salários dos médicos, os órgãos técnicos da Prefeitura estão fazendo as adequações nas planilhas salariais de um dos projetos de lei que integram o pacote de reforma das carreiras dos servidores públicos municipais, o qual deve ser enviado à Câmara nos próximos dias. “Queremos que a votação dessa questão dos médicos ocorra o quanto antes, para que tenhamos nossos quadros de médicos preenchidos e que eles rapidamente possam atender a nossa população”, pontuou Hissam.

O prefeito ainda afirmou que já debateu o assunto com vereadores que integram sua base de apoio na Câmara, ressaltando a necessidade de que essa aprovação aconteça o quanto antes. “Graças a Deus temos uma base na Câmara que pensa em nossa população e estão com a gente nesse projeto de termos mais médicos trabalhando em nossa cidade”, finalizou.

Foto: Carlos Poly

Edição n.º 1390