Esta semana, um protesto organizado pelos estudantes do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Julio Szymanski, chamou a atenção para o problema da terceirização na educação, que vem ocorrendo em colégios de todo o Estado. As aulas online ofertadas pela Unicesumar, instituição vencedora da licitação feita pelo Governo do Estado para atender os cursos técnicos, estão sendo duramente criticadas por pais e estudantes. Segundo eles, a troca de professores especializados em sala de aula por aulas televisivas está prejudicando a aprendizagem.
Entre os pontos negativos do novo modelo, estudantes citam a dificuldade de ouvir e entender o que os professores falam nos vídeos transmitidos pela TV, mudança de professores em uma mesma matéria, a descontinuidade dos conteúdos e, principalmente, a impossibilidade de tirar dúvidas com relação aos conteúdos repassados.
É uma enxurrada de reclamações e o Jornal O Popular recebeu inúmeros depoimentos de estudantes, inclusive de outras cidades, demonstrando total insatisfação com o atual modelo de ensino. “Nós alunos do 1º ano do Centro Estadual de Educação Profissionalizante, que oferece cursos técnicos integrados com o nosso ensino médio, no ano passado nos inscrevemos para cursar Administração e Desenvolvimento de Sistemas, mas soubemos esse ano que o governo trocou nossos professores por televisores. Essa mudança ocorreu devido a um contrato de milhões feito com a Unicesumar, que parece ser ótimo na teoria e funcionou só para escolas regulares que não tinham estrutura e professores para oferecer esses cursos para os alunos. No nosso caso, temos professores especializados. Prova disso é que os alunos de Administração do 2º e 3º ano da nossa escola tem professores em sala de aula enquanto os alunos do 1º tem uma simples TV”, reclamou um estudante de Fazenda Rio Grande.
“Queremos professores em sala de aula. Televisão a gente tem em casa, pra ver programas de variedades, novelas, filmes. Na sala de aula a gente quer professor. Já não basta o que passamos na pandemia, com as aulas remotas, que atrasaram nosso aprendizado?”, reclamou uma estudante de Araucária.

Silêncio
A reportagem do Jornal O Popular tentou conversar com alguns diretores de colégios estaduais de Araucária, que nesse momento preferiram não se manifestar. Também procuramos a Secretaria de Estado da Educação (SEED) que alegou estar em contínuo diálogo com pais e alunos para entender as críticas e responder aos questionamentos sobre a parceria com a Unicesumar. Disse ainda que o modelo está em constante aperfeiçoamento e que o diálogo com a comunidade escolar é essencial para a melhoria do projeto.
“Existe a previsão de que nas matérias próximas à conclusão do curso, o coordenador seja o supervisor de prática, que irá acompanhar os alunos presencialmente. Mas nas demais matérias, deverá ser mantido esse modelo de aula remota”, complementou a SEED.

Texto: Maurenn Bernardo

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