A ameaça de ataque ocorrida no Colégio Estadual Vespertino Pimpão, no bairro Thomaz Coelho, no último dia 20 de abril, acendeu um alerta sobre os perigos e os prejuízos que as fake news podem causar. Embora as atitudes dos autores de falsos atentados, como foi o caso, configurem ato infracional de ameaça, apologia e instigação ao crime, além de poder caracterizar outro tipo penal mais grave, a punição nem sempre é possível devido à dificuldade de se chegar aos culpados.

No fato ocorrido no Colégio Pimpão, o recado dado a escola, por alguém que se dizia ser um ex-aluno, chegou através de uma postagem em rede social e foi taxativo. O autor informava o horário do suposto atentado, às 15h, onde pessoas iriam morrer e outras ficariam machucadas. De imediato a direção do colégio acionou a Guarda Municipal, que fez uma varredura no prédio da instituição e nos arredores, para impedir qualquer ação criminosa. Mas nem assim os pais ficaram tranquilos e com medo do que pudesse acontecer, a maioria buscou os filhos mais cedo naquele dia.

A reportagem do Jornal O Popular procurou a Secretaria Municipal de Educação (SEED), para saber se existe algum tipo de protocolo ou procedimento padrão que deva ser seguido pelas instituições de ensino, em casos como o que ocorreu no Colégio Pimpão. A SEED explicou que o procedimento padrão em casos de ameaças de bomba ou atentado é acionar o BPEC (Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária) e tentar identificar o autor. Caso ele não seja identificado, a polícia fica na escola no dia previsto na ameaça.

Se o autor foi identificado, o procedimento a ser tomado pela escola é chamar o estudante e responsáveis para conversas, com o objetivo de entender o que causou esse comportamento e também de fornecer orientações. O colégio também pode promover ações pedagógicas com as turmas, para ouvir e orientar os estudantes. “No caso do Colégio Vespertino Pimpão, a direção acionou a polícia, como previsto no protocolo, comunicou os pais e realizou conversas com estudantes”, esclareceu a SEED.

Também procuramos a direção do Colégio, que preferiu não se manifestar.

Na rede municipal

O Jornal O Popular conversou ainda com a Secretaria Municipal de Educação (SEED) e esta informou que qualquer situação semelhante a que ocorreu no Colégio Pimpão precisa ser imediatamente comunicada à Secretaria de Segurança Pública Municipal, aos órgãos de defesa e a própria secretaria, que farão os alinhamentos e tomarão as providências necessárias.

“O fluxo é esse. No caso do Pimpão, achei um absurdo terem feito esse tipo de divulgação, criou-se um estado de caos sem necessidade, fez com que muitos pais largassem seus serviços e corressem desesperadamente até o colégio para pegar seus filhos.  O Ministério Público deveria chamar os responsáveis que espalharam essa notícia, essa fake news. Esse tipo de brincadeira não se faz”, criticou a SMED.

Texto: Maurenn Bernardo

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