Desde a última quarta-feira está acontecendo a Semana Pedagógica, realizada em escolas do Município com palestras envolvendo o tema “Pedagogia Histórico-Crítica e Desenvolvimento Humano: Ensino, Aprendizagem e Inclusão”. Porém, professores, pedagogos e atendentes infantis estão considerando o evento como insuficiente, devido a pouca formação oferecida aos educadores durante o ano e o fato de as palestras não atenderem às demandas de disciplinas específicas.

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Os sindicatos de Araucária estão participando da Semana Pedagógica, buscando, em frente aos locais em que estão acontecendo as palestras, chamar a atenção da população para a crise instaurada em Araucária, principalmente na educação, e convocar os servidores para lutar contra os desmandos da administração. Desde o início do evento, o SIFAR e o SISMMAR estão distribuindo camisetas, adesivos e panfletos aos educadores. Além disso, os funcionários públicos estão ficando a par de toda a situação que envolve o Plano Municipal de Educação (PME), dos debates entre os sindicatos e o Executivo, até as ações do Legislativo.

A pedagoga Elda Tuleski avalia a Semana Pedagógica como um momento de extrema importância, mas considera que esta formação deve ser continuada. “A formação continuada oferecida pelo Município é um direito adquirido. A Secretaria de Educação deveria nos oferecer mais assessoramento”, observou.

Já a professora Jucelia Zadurski alerta para a organização do evento. “Teve muito tumulto no momento em que chegamos, sem contar que o espaço não é adequado. Houve, também, problemas com a inscrição”, contou. A professora disse ainda que este tipo de formação deveria acontecer durante o ano todo e contemplar as diversas áreas dentro da educação. “Escolheram um tema muito amplo que não condiz com a grade curricular”, analisou. Para Jucelia, a educação municipal está decaindo ao invés de melhorar.

Para a atendente infantil, Giovana da Silva, os educadores do município trabalham hoje em meio a grande escassez de recursos para formação continuada. “Os profissionais precisam estar sempre atualizados. Precisamos de uma formação mais longa e de meios para oferecer uma educação de qualidade”, destacou. Sobre a organização desta Semana Pedagógica, infelizmente as reclamações sobressaíram-se. “Faltou sistematização. Tivemos problemas desde a inscrição até a falta de estacionamento no evento. Confusão entre as filas, desordem. Isso é falta de respeito com o servidor”, comentou.

Hoje, os educadores trabalham com falta de infraestrutura e falta de recursos nas escolas e Cmeis; participam de uma Semana Pedagógica existente meramente “para cumprir tabela”; trabalham com falta de materiais e falta de pessoal; os profissionais são desvalorizados e têm sobrecarga de serviço; há superlotação de alunos em salas de aula; e as negociações com o governo são totalmente improdutivas. Estes fatos geram a opinião dos servidores em relação ao poder público: insatisfação total!

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