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Seis empresas participaram da licitação do transporte coletivo. Foto: divulgação

Depois de duas batidas na trave, a Prefeitura de Araucária finalmente conseguiu realizar a licitação para escolha das empresas que gerenciarão o Transporte Integrado de Araucária (Triar) pelos próximos dez anos.

A concorrência foi aberta na manhã da última sexta-feira, 23 de abril, e contou com a participação de seis empresas: Melissa Transporte e Turismo, Viação Tindiquera, Silva e Santos Transporte de Passageiros, Transpiedade Transportes Coletivos, Francovig Transporte Coletivo e Imperial Locação e Transportes.

O número de empresas interessadas na concorrência foi considerado pela Secretaria de Planejamento a prova da transparência, lisura e viabilidade da licitação, já que o segmento de transporte coletivo tende a ser bastante centralizado. “Fizemos uma licitação séria, com uma planilha simples e transparente, que privilegia o interesse público. O resultado é este aí: várias empresas interessadas na execução do serviço”, pontuou o secretário de Planejamento, Samuel de Almeida Silva.

O edital de concessão dos serviços de transporte coletivo dividiu a licitação em três lotes: norte, sul e norte-sul (veja as características de cada um deles mais abaixo), sendo que cada um deles foi vencido por uma empresa diferente. O lote Norte foi vencido pela Silva e Santos, que atua com o nome fantasia de Sharp Turismo. A empresa tem sede em Fazenda Rio Grande e é um desdobramento da antiga Pluma. Já o lote Sul teve como vencedora a Francovig. Localizada em São José dos Pinhais, o grupo já atua com transporte coletivo em outras cidades, como Londrina. Por fim, o lote Norte-Sul teve como vitoriosa a Imperial Transportes, com sede de Belo Horizonte/MG.

Preços

Assim como já acontece atualmente, a forma proposta pela Prefeitura para remunerar os vencedores da licitação do transporte coletivo foi o chamado quilômetro rodado. Por essa metodologia, há uma tabela com os custos de vários itens necessários para manter uma frota de ônibus rodando, desde recursos humanos, combustível, desgaste de peças, taxa de administração da empresa, entre outros. É o somatório desses itens que leva ao custo efetivo do quilômetro rodado. Com o preço do quilômetro rodado definido, multiplica-se pela quilometragem que os ônibus rodaram ao longo do mês e a Prefeitura repassa essa quantia à empresa concessionária.

Os preços vencedores foram razoavelmente mais baixos do máximo estipulado pela Secretaria de Planejamento. O lote Norte, por exemplo, teve o quilômetro rodado fixado em R$ 7,48 e foi arrematado pela Sharp Turismo por R$ 6,76. O lote Sul tinha como valor de teto R$ 6,97 e a Francovig venceu com o preço de R$ 6,27. Já o lote Norte-Sul tinha como preço máximo R$ 7,85 e a Imperial venceu oferecendo R$ 6,81.

Economia

Os valores oferecidos pelas empresas vencedoras do certame representam uma redução mensal considerável no custeio do transporte coletivo municipal. Isto porque, atualmente, a Viação Tindiquera está recebendo R$ 7,48 por quilômetro rodado, sendo que a média dos três lotes licitados agora ficou na casa de R$ 6,61. Essa diferença média de 87 centavos no custo do quilômetro rodado resulta numa economia mensal de R$ 450 mil, ou quase R$ 5,5 milhões por ano.

Próximas fases

Com as vencedoras definidas, a licitação aguarda agora o término do chamado prazo recursal, que finda na sexta-feira (30). Concluída esta etapa e não havendo recursos, a comissão especial de licitação responsável por essa concorrência agendará uma nova sessão pública em que será analisada a documentação de cada uma das empresas vencedoras. É nessa etapa que é verificada se a empresa possui todas as certidões negativas e registros necessários para se contratar com órgãos públicos.

Se tudo ocorrer sem sobressaltos, a proclamação final do resultado da licitação ocorrerá até o final da primeira quinzena de maio. A expectativa é que as novas empresas passem a operar o TRIAR a partir do segundo semestre.

Não há mudança para o usuário

Embora a troca de empresas que operam o TRIAR deva dar algum trabalho aos envolvidos no gerenciamento do sistema para o usuário do transporte coletivo nada muda, principalmente no que diz respeito aos benefícios atualmente existentes em Araucária. Isto porque políticas públicas como tarifa reduzida, passagem gratuita para estudantes, integração temporal e passagem domingueira e todas as outras são bancadas com recursos oriundos dos cofres da Prefeitura e aquele valor arrecadado com o pagamento da tarifa. Ou seja, não é a concessionária quem decide sobre isso e sim o poder público. “As pessoas não precisam se preocupar que nada disso muda. Todos esses benefícios continuarão existindo. Aliás, conforme determinação do prefeito Hissam, devemos é aumentar a quantidade de benefícios”, finaliza Samuel.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1259 – 29/04/2021

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