SMED promoveu seminário sobre autismo

Evento reuniu profissionais da educação, pais e estudantes
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SMED promoveu seminário sobre autismo
Evento reuniu profissionais da educação, pais e estudantes

Nos dias 3 e 4 de abril, a Prefeitura de Araucária, por meio da Secretaria Municipal de Educação, promoveu o Seminário “Autismo e Inclusão: Educando na Diversidade”, que reuniu profissionais da educação, pais, estudantes e pessoas da comunidade. O evento foi no Auditório da Faculdade Educacional Araucária (Facear) e levou ao público informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido como autismo, e os desafios de inclusão escolar.
A vice-prefeita Hilda Lukalski Seima fez abertura do seminário e destacou o compromisso da administração com as práticas que promovam a inclusão no município. Já o secretário de Educação Henrique Rodolfo Theobald comentou sobre a importância de aprender a entender como os alunos pensam e aprendem e da necessidade de se aproximar deles para compreendê-los melhor. Ao citar a importância do evento, Theobald lembrou do interesse de pessoas de outros municípios que vieram a Araucária para buscar informações das experiências locais. Ao longo dos dois dias, várias palestras sobre o tema foram levadas ao público.
Experiência
Uma das mães presentes no Seminário, Sandra Prado, que preside a Associação Kasa do Autista – AKA, contou que tem um filho de 16 anos, o Gonçalo, que aos 7 foi diagnosticado com TEA – Transtorno do Espectro do Autismo, mais tarde reavaliado para Asperger, e que hoje está no 3º ano do ensino médio, dança, conta piada, aprendeu a falar inglês sozinho, está fazendo curso técnico de criação de games. “O Gonçalo é um ser humano adorável, nunca tomou remédios, mesmo com a prescrição que já saiu junto com o diagnóstico, eu nunca dei, não me curvei a um diagnóstico, a um rótulo, ele tem nome e sobrenome, sempre acreditei em dias melhores, o autismo não o define, mas o meio onde ele vive sim. Ele está quase fora do espectro”, comentou a mãe.
Ainda conforme ela, quando recebeu o diagnóstico do filho, não existia muita informação sobre autismo e pior, as que tínhamos eram equivocadas, foi isso que me levou a estudar muito pra informar as pessoas sobre o assunto. De 2007 pra cá vivo 100% em busca de conhecimento e de uma qualidade de vida melhor para os indivíduos com autismo e suas famílias. Foi dessa necessidade que em 2009 nasceu a AKA, que hoje busca apoio e a garantia dos direitos de quem tem TEA. Oferecemos orientação jurídica, promovemos a conscientização do autismo, também atendemos outros grupos de apoio on-line pelo Brasil todo. Mantemos uma página no facebook e temos o apoio de correspondentes na Holanda, Portugal e em outros países, de onde trazemos todas as novidades”, conta Sandra.

Foto: Divulgação