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Soltar balões é crime e a prática pode provocar acidentes graves, O Popular do Paraná
Ao mesmo tempo em que enfeitam os céus, os balões deixam moradores muito apreensivos. Foto: divulgação

Não dá pra negar que o colorido dos balões no céu é lindo. Mas a prática de soltar balões traz muitos perigos de incêndio e constitui crime ambiental. O perigo de incêndio se torna ainda mais iminente em tempos de calor intenso, como o que estamos vivendo nos últimos dias. Os balões são feitos da combinação de estopa com materiais inflamáveis (querosene ou álcool) e papel, dependendo de onde caírem podem causar danos irreparáveis como incêndios e explosões. Apesar do balão não estar produzindo calor suficiente para continuar voando, ele ainda está quente, e terá calor suficiente para queimar o que tiver por perto.

Nas últimas semanas houve um aumento na soltura de balões em Curitiba e região metropolitana, uma das situações, inclusive, aconteceu em Araucária no domingo, 23 de janeiro, quando um balão caiu em um condomínio, assustando moradores e causando transtornos. Os responsáveis pelo artefato invadiram o local, pulando os muros, e foram detidos por um morador, que é policial. O que mais chamou a atenção nesse caso é que o balão precisou ser transportado para a Delegacia por um caminhão guincho, devido às dimensões do tecido e da estrutura metálica.

Esse tipo de ocorrência gera muita preocupação, já que nem sempre é possível pegar os culpados. O comandante do Corpo de Bombeiros de Araucária, capitão Eduardo Niederheitmann Hunzicker, reforça a existência da Lei Federal 9.605, de fevereiro de 1998, que proíbe essa prática, e no seu Artigo 42, descreve como sendo crime, fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. Pena – detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

“O caso ocorrido no último domingo revela o risco que a soltura de balões causa a todos os moradores. O balão teve que ser transportado por um guincho, devido as suas dimensões. A estrutura da ‘boca’ do balão, local onde vai a tocha com fogo, mesmo quando apagada, representa um grande risco, pois o seu peso pode causar grandes estragos se cair em um carro, telhado de uma casa ou fiação elétrica”, diz o comandante.

Segundo ele, os riscos, principalmente quando falamos da região de Araucária, que é um local composto de várias indústrias e pelas grandes distribuidoras de combustíveis e gases inflamáveis, se potencializam ainda mais, pois a queda de um balão, sobre as estruturas de armazenamento de combustíveis, ou ainda próximo aos caminhões que ficam estacionados na frente das empresas, poderia acabar gerando um incêndio de proporções gigantescas. “O balão após solto, não tem rumo definido, nem piloto que o guie, então fiquem atentos e caso verifiquem alguém soltando balões, denuncie através do 190”, orienta o capitão.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1296 – 27/01/2022

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