Pesquisar
Close this search box.

Surdez pode ser prevenida! Médico otorrino explica como isso é possível!

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email

Como andam os cuidados com a sua saúde auditiva? Você escuta com a mesma qualidade de anos atrás ou percebeu alguma alteração na capacidade de ouvir? Cada vez mais, essas perguntas precisam ser feitas, pois a surdez é um dos problemas mais comuns em todo o mundo e afeta pessoas de todas as idades e de ambos os sexos. Milhões de brasileiros, segundo o IBGE, já apresentam algum tipo de deficiência auditiva e esse número tende a crescer nas próximas décadas. Embora os dados sejam alarmantes, a verdade é que muitos casos de surdez podem ser prevenidos com medidas simples diárias.

O otorrinolaringologista Daniel Noronha Pereira, da Clínica São Vicente, diz que a deficiência auditiva pode advir de diversas causas, sejam elas permanentes ou transitórias. “O problema pode ser secundário a doenças infecciosas, genéticas, congênitas, exposição a ruído intenso ou pelo próprio envelhecimento e consequente morte das células ciliadas, responsáveis por uma etapa importante do processo da audição, sendo esta última a causa mais comum de deficiência auditiva”, ilustra.

O médico afirma que a prevenção da deficiência auditiva deve ser feita ao longo da vida, por isso, não existe apenas um momento específico para esta avaliação. Ele cita como momentos essenciais a triagem neonatal – o teste da orelhinha hoje é instituído nas maternidades, entretanto, em caso de dúvidas, falha no teste ou fatores de risco, o diagnóstico auditivo deve ser realizado de forma mais precoce possível, preferencialmente até os 6 meses de idade; Idade escolar – Em virtude de infecções respiratórias recorrentes, bem como outras doenças da infância, é comum a ocorrência de perda auditiva em decorrência de uma doença denominada Otite Média Secretora. Neste caso, desatenção, aumento de volume da TV e mau rendimento escolar podem ser indícios desta deficiência;

Idosos

Presbiacusia é o nome dado ao envelhecimento da audição/ouvidos, tendo início por volta de 40 a 50 anos, se estendendo até o fim da vida. A idade de início pode sofrer variações de acordo com fatores familiares.

“Vale lembrar dos pacientes submetidos a fatores de risco como exposição ocupacional a ruídos, pacientes que necessitem do uso de quimioterápicos, portadores de doença renal crônica, dentre outros, devem ser submetidos a avaliação audiológica regular, habitualmente anual”, orienta.

Indicação de aparelhos

Sobre a indicação clássica para adaptação de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI), o especialista afirma que o paciente tem que ser diagnosticado com deficiência auditiva a partir de leve/moderada (limiar 45dB de média). “Recentemente foi estabelecido um novo critério, que leva em consideração o benefício social/profissional com o uso do AASI. Desta forma, pacientes com deficiência auditiva, devem realizar adaptação precoce dos aparelhos se obtiverem ganho em qualidade de vida por estabelecerem uma melhor comunicação”, declara.

Principais exames

Os principais exames para avaliação auditiva são Audiometria Tonal, Audiometria Vocal, Impedanciometria, BERA e Emissões Otoacusticas. Já o tratamento para deficiência auditiva deve ser completo, tratando a causa e reabilitando a audição do indivíduo.

“Isto torna o tratamento bastante diverso, necessitando ser individualizado e direcionado às queixas do paciente, podendo abranger desde remoção de cerume até tratamento cirúrgico, além do uso de AASI”, diz o médico.

Prevenção

Dr Daniel reforça que a prevenção da perda auditiva deve ser direcionada a limitar fatores de risco que degradem a audição, como evitar exposição crônica a ruído intenso (seja fone de ouvido, festa ou trabalho); evitar uso de medicações ototóxicas; tratamento precoce de doenças infecciosas do ouvido para evitar possíveis sequelas; e reabilitação precoce, sempre que necessária, de possíveis perdas auditivas.

Sobre o Tinnitus (zumbido), o otorrinolaringologista explica que é classificado em dois tipos: Zumbido Periódico (ZPO) e Zumbido Neurossensorial (ZNS), ambos possuem origens distintas. O ZPO ocorre por percepção de ruído de estruturas adjacentes ao ouvido, sejam pulsações vasculares, contrações musculares ou até a passagem de ar na rinofaringe. Já o ZNS se manifesta por alterações intrínsecas à própria cóclea (ouvido), sendo muitas vezes a primeira manifestação de perda auditiva e pode ocorrer secundária a pressão alta (HAS), tabagismo, diabetes (DM) e labirintopatias.

Inclusão

O médico também destaca a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na inclusão da população portadora de deficiência auditiva no Brasil. A linguagem possui uma estrutura linguística e gramatical própria, diferente do português, é uma das principais formas de comunicação das pessoas surdas no Brasil. Seu objetivo é promover a comunicação e o acesso à informação das pessoas surdas, para que possam estar integradas à sociedade.

“Além disso, a Libras é um fator muito importante para a construção da cultura e identidade da comunidade surda brasileira. É por meio dela que muitas vezes as pessoas surdas garantem suas interações culturais e sociais”, avalia o médico.

Serviço

Consultas com o otorrinolaringologista Daniel Noronha Pereira ou demais especialistas da Clínica São Vicente podem ser agendadas pelo telefone (41) 3552-4000 ou WhatsApp (41) 98780-1440. A clínica está localizada na Rua São Vicente de Paulo, nº 250, no Centro.

Edição n.º 1392