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Surgimento de morcegos preocupa moradores e profissionais da saúde pelo risco de transmissão de doenças

Foto: Divulgação
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Nos primeiros dias deste ano, a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Araucária (SMSA) relatou a captura de seis morcegos no município, tanto na área urbana quanto na rural. Esses animais foram encaminhados para análise laboratorial devido à preocupação das autoridades em relação à possível transmissão da raiva, uma doença rara e mortal que pode ser transmitida para humanos pela saliva de animais infectados, como os morcegos.

Diante dessa situação, a SMSA emitiu um alerta à população, destacando a importância de não tocar nesses animais em nenhuma circunstância. Os morcegos podem morder em autodefesa, tornando esse contato perigoso. Caso um morcego adentrou uma residência ou local de trabalho, a orientação é manter a calma, abrir portas e janelas para permitir que o animal saia por conta própria e afastar os animais domésticos. Se a situação persistir, a população deve entrar em contato com a Vigilância em Saúde pelo telefone 3614-7767.

Apesar de serem possíveis transmissores de doenças, as autoridades enfatizam a importância de não matá-los, pois são animais silvestres protegidos pela legislação. Além disso, ressalta-se a importância ecológica desses animais no controle populacional de insetos e, dependendo da espécie, como polinizadores.

Se houver contato físico com um morcego ou for mordido pelo animal, é recomendado procurar imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para iniciar o protocolo antirrábico. No caso de crianças, devem dirigir-se ao Pronto Atendimento Infantil (PAI).

A presença de morcegos em Araucária, especialmente na área urbana, é atribuída ao fato de serem animais insetívoros, atraídos pela presença de insetos em locais iluminados à noite. Durante o verão, o aumento na incidência de morcegos é explicado pelo período de reprodução desses animais. Muitos encontram abrigo em forros de casas e árvores, o que pode passar despercebido pela população.

NINA SANTOS / Edição n.º 1400