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Está se aproximando o dia do Natal, do nascimento do Salvador, do Menino Deus, o Príncipe da Paz. Ao longo da história Deus foi se revelando ao mundo de modo indireto, através, sobretudo, dos profetas. Em Jesus, Ele se apresentou de modo direto, através de palavras, gestos e ações. Tudo o que o Filho falou, são, na verdade, palavras de Deus; tudo o que o Filho fez, é o Pai que realizou através dele; todos os seus gestos, demonstraram o jeito de ser e de comportar do próprio Deus Pai. Que grande e insondável mistério! Deus se fez gente e veio habitar entre nós, viveu como nós, menos no pecado. Andou pelas ruas da Galileia, visitou as pessoas, assumiu toda a nossa humanidade. Isso é simplesmente extraordinário e indescritível! Envolve o nosso ser por inteiro e nos faz exultar de alegria, de felicidade e, de profunda gratidão.

Acolher Jesus novamente em nosso meio significa exatamente isso: renovar o nosso profundo desejo de sermos seus seguidores e continuadores da sua Boa Nova. Fazer a experiência do encontro com ele, através do contato com os textos do evangelho. Retomar a Palavra de Deus e deixar-se guiar por ela. No encontro com os textos bíblicos, através da meditação, encontramos Jesus de Nazaré, plenamente homem. De uma humanidade extraordinária; tão próximo, solidário, compassivo, misericordioso e de uma ternura infinita. Aproximar-se de Jesus significa deixar-se guiar pelo seu amor e, espalhá-lo a todos aqueles que estão ao nosso redor. Fazer da vida um contínuo ato de amor, de entrega, de doação, de sacrifício a exemplo de Jesus.

Jesus é o príncipe da paz, porque da sua boca só saiam palavras de conforto, de esperança e de coragem; os seus gestos exalavam o perfume da acolhida sem limites; o seu comportamento demonstrava preocupação com os sofredores, curando e resgatando a dignidade de todos. Como pode alguém que se diz seguidor de Jesus, defender a guerra, as armas e movido pelo ódio e pela maldade? É simplesmente contraditório e absurdo usar o nome de Jesus e viver exatamente o contrário daquilo que ele pregou e viveu. Como seus seguidores, somos chamados a defendermos a paz que brota do amor, da compreensão, do diálogo, da justiça e da defesa dos direitos humanos.

O Natal está se aproximando e se renova dentro de cada um de nós, o desejo profundo de sermos promotores e defensores da paz. A paz que se inicia na família, no relacionamento entre pais e filhos; nas relações de respeito e empatia com o próximo; no gesto de amor que se concretiza em solidariedade com os mais necessitados; no diálogo que sabe aceitar quem pensa diferente, sem agredir ou atacar; na escuta respeitosa daquele que está sofrendo e precisando de uma palavra de conforto; enfim, são tantos os modos que podemos viver e nos prepararmos dignamente para a vinda do Salvador.

A verdadeira paz brota de um coração bondoso, compassivo, que pensa e quer somente o bem do outro. Vamos espalhar a paz, através de pequenos gestos de amor, que possam invadir o nosso ambiente familiar e comunitário. Fazer do mundo ao nosso redor, um pequeno paraíso, marcado pela acolhida sincera e profunda, por um abraço sincero e verdadeiro, por um sorriso espontâneo. Cada um de nós pode fazer a diferença, na certeza de que, fazendo bem a nossa parte, nós construiremos um mundo mais humano e mais irmão. É o que nos ensinou Jesus, que está chegando, o Príncipe da Paz.

Publicado na edição 1292 – 16/12/2021

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