Com 10 anos de idade e sorrisos cativantes, os gêmeos Alice e Eduardo refletem a alegria de quem teve a sorte de ser escolhido para receber muito amor e fazer parte de uma família. Porém, essa é uma daquelas histórias que fogem dos padrões ditados pela sociedade. Os gêmeos são sobrinhos de Adrielle Claraliz, que os adotou quando era casada com o Mayckon. O casal acabou se separando e hoje ela vive um relacionamento homoafetivo, e apesar de não viver com a namorada na mesma casa, os sobrinhos se dão super bem com ela.

“Em 2018 meus sobrinhos foram entregues para adoção. Na época, eles tinham acabado de completar 7 anos. Quando fiquei sabendo do ocorrido, levei um susto muito grande, pois eu tinha um forte vínculo com as crianças, desde que nasceram. Desesperada e por medo de nunca mais poder vê-los, fui imediatamente até a Casa de Acolhimento onde eles estavam. A assistente social e a psicóloga me explicaram todo o ocorrido e me deram alguns dias para que eu pudesse me organizar com os documentos da adoção. Quando fez três semanas que as crianças foram acolhidas, saiu a audiência da guarda provisória. Então as levei para casa. Foi o dia mais emocionante da minha vida. No momento em que me viram, imediatamente começaram a me chamar de mãe. Nesse mesmo dia, foram escolhidos novos nomes para eles”, relembra Adrielle.

Segundo ela, foram muitos os desafios para a adaptação das crianças. “Tive apoio da ONG Reencontro no grupo de pós adoção e isso foi fundamental no processo. Hoje formamos uma família linda e feliz. O Mayckon, meu ex-companheiro, que assumiu a paternidade ao meu lado, também tem contato direto com as crianças, através da guarda compartilhada”.

Foto – divulgação

Texto: Maurenn Bernardo

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