Você já ouviu falar da doença Tireoidite de Hashimoto? Apesar do nome não ser tão conhecido, a condição é mais comum do que se pode imaginar. Segundo a Clínica São Vicente, além de ser uma doença frequente, também é perigosa, pois em muitos casos os sintomas podem surgir lentamente e por isso os pacientes podem confundi-la com outras enfermidades.

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Antes de entender quais são os sintomas, é importante compreender sobre o que é a Tireoidite de Hashimoto. Trata-se de uma doença autoimune, onde o próprio sistema imunológico do paciente passa a atacar a glândula tireoide. Com o passar do tempo, o funcionamento da glândula pode ser comprometido, o que reduz a produção dos hormônios responsáveis por regular o metabolismo.

“Eu atendo quase todos os dias pessoas com dificuldade para emagrecer e descobrem que precisam tratar a tireoide, cuja função também é lidar com a energia do corpo. Quando há hipotireoidismo, é comum ocorrer uma redução do metabolismo, favorecendo o ganho de peso e dificultando o emagrecimento”, descreve o doutor Jairo Soares (CRM 51824).

A Clínica destaca que a Tireoidite de Hashimoto é considerada uma das causas mais frequentes de hipotireoidismo tanto no país, quanto no mundo todo. Apesar da chance de atingir pessoas de qualquer idade, é mais comum que mulheres adultas, principalmente entre 30 e 50 anos, sejam as mais afetadas.

Entretanto, é importante apontar outros fatores que aumentam as chances de os pacientes desenvolverem a doença. São eles: ter histórico familiar de doenças da tireoide ou autoimunes; ser do sexo feminino; presença de outras doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, doença celíaca ou vitiligo; e alterações hormonais, como gravidez e menopausa.

Como informado anteriormente, em alguns casos, os sintomas podem demorar para aparecer. Porém, é comum que apareçam gradualmente, variando de acordo com a redução da função da tireoide. São eles: cansaço excessivo; sonolência; ganho de peso; sensação constante de frio; pele seca; queda de cabelo; prisão de ventre; dificuldade de concentração e memória; e alterações de humor, como desânimo.

“O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais. Geralmente, são solicitados exames que medem os hormônios da tireoide (TSH e T4 livre) e a pesquisa de anticorpos específicos, como o anti-TPO. Em algumas situações, a ultrassonografia da tireoide também auxilia na avaliação da glândula”, explica a instituição de saúde.

É importante deixar claro que a Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune crônica, ou seja, não há cura. Seu tratamento, com acompanhamento médico, é destinado ao controle da condição de forma eficaz, assim permitindo que o paciente tenha uma qualidade de vida e possa realizar as atividades do dia-a-dia normalmente.

Referente ao tratamento, a Clínica São Vicente descreve que quando há a diminuição da produção dos hormônios de tireoide, o médico prescreve uma medicação visando a reposição hormonal. Reforçando que o acompanhamento periódico é essencial para que a dose da medicação possa ser ajustada conforme a necessidade do paciente, além da possibilidade de monitoramento da evolução da doença. Além do uso da medicação, também é orientado que o paciente mantenha hábitos saudáveis e que realize consultas regulares.

“Quando não diagnosticada ou tratada corretamente, a Tireoidite de Hashimoto pode provocar diversas complicações decorrentes do hipotireoidismo, como alterações cardiovasculares, aumento do colesterol, infertilidade, complicações durante a gestação, piora da memória, depressão e redução importante da qualidade de vida. Em situações raras e graves, pode evoluir para o coma mixedematoso, uma emergência médica”, finaliza.

Serviço

Ao identificar alterações no funcionamento da tireoide, buscar orientação médica é o primeiro passo para uma vida com mais qualidade. Agende sua consulta na Clínica São Vicente e cuide da sua saúde com quem entende do assunto.

A Clínica São Vicente está localizada na Rua São Vicente de Paulo, nº 250, no centro de Araucária. O telefone/WhatsApp para contato é o (41) 3552-4000, e o site da Clínica é o www.csv.med.br.

Edição n.º 1942

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