Na década de 40, havia em Araucária uma das maiores indústrias de tecido de linho do Estado do Paraná. Situada na Rua Major Sezino, no centro da nossa cidade, o conjunto de galpões que formavam a Cia. São Patrício Fábrica de Tecidos de Linho, foi durante décadas o principal polo industrial e de rendas do Município. Fundada pela Família Charvet, vindos da França já com a bagagem industrial, fi xaram aqui residência e construíram a primeira grande indústria que empregava dezenas de pessoas, pode-se dizer que famílias inteiras prestaram serviços neste espaço.

O Linho, matéria prima dos tecidos, era adquirido de produtores locais, em alguns bairros da cidade, entre os quais Estação produtores possuíam depósitos para armazenar o produto que mais tarde eram transportados até a Cia. São Patrício em carroças e de lá seguiam para a linha de produção. Já dentro da fábrica o material já seguia a distribuição mecânica, o linho era lavado, secado, penteado, e, passava por máquinas e pelas mãos dos empregados que os transformavam em um dos tecidos mais procurados e comercializados em diversos países.

A Cia. São Patrício foi responsável por centenas de empregos, que íam desde a produção agrícola, transportes, teares e finalmente o tecido pronto. Após o final da II Guerra Mundial, o mundo foi invadido pela modernidade. Os tecidos aos poucos deixavam de ser produções naturais e passaram a ser industrializados sinteticamente, as pessoas necessitavam urgente de vestimentas e não podiam esperar o ciclo natural acontecer, aos poucos indústrias estrangeiras assim como capital e novos equipamentos, tomaram conta dos produtos e aqueles feitos de maneira natural foram perdendo lugar no comércio, até que na década de 60 a Fábrica de Tecidos de Linho São Patrício encerrou suas atividades, deixando no lugar os antigos barracões, que durante décadas foram o ganha pão de muitas Famílias Araucarienses.

Foto do acervo do Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres

Texto: Terezinha Poly

Publicado na edição 1311 – 18/05/2022

CONTEÚDO RECOMENDADO

VEJA TAMBÉM

A ética dos propagadores de fake news

O título desta crônica é provocativo, pois vivemos num tempo onde cada um é induzido a acreditar na sua fake news de preferência através da

Casa Bem Acabada

Iéste negócio da gente se meter a rabequista das véis dando o maior dos problema!! Sobrinha Roseli se achegando com cara cheia de felicidade contanto

Compartilhe