Três bairros de Araucária seguem sem registro de mortes pela Covid-19

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Na semana em que Araucária ultrapassou a barreira da centena de mortes causadas pelo novo coronavírus, dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) mostram que, dos dezoito bairros da cidade, três ainda seguem sem registro de vítimas fatais: Chapada, São Miguel e Vila Nova.

A densidade populacional desses locais talvez ajude a explicar o motivo de ainda não terem sido registrados óbitos nesses locais: eles são os três bairros com menor número de habitantes da cidade. Dados da Secretaria de Saúde estimam a população de São Miguel em 487 pessoas, no Chapada são 673 e no Vila Nova 1.077.

O número de casos confirmados nessas regiões também é baixo. O último boletim epidemiológico divulgado pela SMSA apontava 3 diagnósticos positivo sno Chapada, 17 em São Miguel e 37 no Vila Nova. Ou seja, o total de casos positivos nestes três bairros corresponde a cerca de 50% dos óbitos causados pela doença em Araucária.

Embora o critério populacional ajude a explicar a falta de óbitos e poucos casos nos bairros São Miguel, Chapada e Vila Nova, o mesmo não acontece quando analisamos a região com mais óbitos registrados por Covid em Araucária. O Iguaçu já contabiliza 18 vítimas fatais, tendo população estimada de 14.250 moradores, praticamente metade do número de residentes no Capela Velha, que até o momento soma 12 óbitos.

A razão do número, digamos assim, elevado de mortes por Covid-19 no Iguaçu talvez encontrasse resposta no fato de o bairro ser um dos mais antigos da cidade, o que faz com que haja uma tendência natural de que pessoas mais idosas morem nesse perímetro. Porém, tal constatação é fruto de conjecturas, já que não há dados estatísticos disponíveis com relação à faixa etária dos residentes nos bairros do município.

O raio-x dos óbitos por Covid-19 em Araucária também mostra que o vírus vem sendo mais letal em pessoas do sexo masculino. Dos 101 óbitos registrados até aqui, 60 são de homens e 41 de mulheres.

As pessoas com mais de sessenta anos, um dos grupos de risco da doença, concentram a grande parte dos óbitos. São 73 mortos classificados como idosos e 28 com menos de 59 anos. Ou seja, 73% das vítimas fatais tinham mais de 60 anos.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1242 – 10/12/2020