O homem que foi esfaqueado na noite de domingo, 18 de outubro, no supermercado Condor, localizado na marginal da Rodovia do Xisto, procurou o Jornal O Popular para dar sua versão sobre os fatos. Leandro levou uma facada no rosto, chegou a ser encaminhado para um hospital e recebeu alta na segunda-feira (19). No dia seguinte (20), ele prestou depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Araucária.

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Leandro relata que naquele dia foi ao supermercado acompanhado pela esposa e as duas filhas, quando em determinado momento, uma das meninas pediu para ir ao banheiro. Ela a acompanhou, enquanto a esposa e outra filha foram às compras.

“Fui ao banheiro também, e no que saí, fiquei esperando minha filha na porta do banheiro feminino. Próximo ao caixa eletrônico do mercado havia dois indivíduos, e um deles veio até mim, alegando que eu estaria encarando-o. Sem motivo nenhum, ele começou a me xingar, me ofender, e veio pra cima de mim. Me empurrou e eu pedi que se afastasse, porque não queria briga. Pedi desculpa se de fato dei a impressão de tê-lo encarado, que não foi minha intenção, mas ele não aceitou. Disse que iria me bater, e depois saiu. Nisso, ele cruzou com outros dois rapazes que estavam indo para o caixa eletrônico, e nessa hora, esse mesmo cara que me agrediu dá um chute e um soco no rapaz, e eles começam uma briga”, conta.

Leandro continua o relato, dizendo que pegou a filha pelo braço pra sair logo dali, mas quando tentou passar, acabou segurando um deles para que parassem de brigar. “Só que nisso ele se desvencilha do meu braço e corre pro carro, pega uma faca e volta. Joguei minha filha pra trás, peguei uma caixa de plástico do mercado pra me defender, e foi quando ele acertou o golpe. A facada pegou na testa, atrás da orelha, que começou a sangrar. Ainda assim consegui dar um mata-leão no sujeito e derrubá-lo no chão. Falei que iria soltá-lo quando os meninos tomassem a faca dele. Depois eles o levaram pra fora e o renderam”, conta.

A vítima ainda afirma que permaneceu no mercado aguardando que alguém o ajudasse, no entanto, ninguém apareceu. “Não tinha nenhum segurança e ninguém do mercado me deu suporte. Quem me ajudou foram duas mulheres, inclusive uma delas era socorrista. O único funcionário do mercado que me ajudou foi um açougueiro, que auxiliou a retirar o rapaz pra fora. Depois vieram a ambulância e a Guarda Municipal, e eu fui levado ao hospital. Foi terrível!”, disse.

O delegado Gabriel Fontana, responsável pela investigação do caso, disse que três suspeitos foram presos em flagrante no dia do crime, no entanto, dois já foram liberados e um deles, o autor da facada, teve a prisão convertida em preventiva.

“Segundo apuramos, a motivação do crime é sem sentido, conforme a própria vítima relatou em seu depoimento. Três indivíduos chegaram no supermercado alcoolizados e começaram a brigar com a vítima, sem nenhum motivo aparente. Em razão da briga, um desses indivíduos foi até o carro, buscou a faca e deu uma facada na vítima”, afirma.

Edição n.º 1955

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