Professor Rafael de Jesus: JK no ENEM — Do Plano de Metas à Comissão da Verdade
Para quem se prepara para o ENEM e vestibulares, o nome de Juscelino Kubitschek sempre foi sinônimo de “Anos Dourados” e Brasília. No entanto, em 2026, a biografia do 21º presidente do Brasil ganha um capítulo obrigatório para entender a história recente: a confirmação oficial de que sua morte, em 1976, foi um assassinato político.
A seguir, o jornal O Popular do Paraná apresenta alguns pontos fundamentais da trajetória de JK que conectam seu projeto de nação ao trágico desfecho na Via Dutra.
O Projeto: 50 Anos em 5
JK assumiu a presidência em 1956 com uma promessa audaciosa: acelerar o desenvolvimento do Brasil em um ritmo sem precedentes. Seu Plano de Metas focou em setores estratégicos como energia, transporte e indústria. O símbolo máximo desse período foi a construção de Brasília, que transferiu a capital do Rio de Janeiro para o coração do país, buscando a integração nacional.
Dica para o ENEM
Fique atento à dualidade do governo JK. Se por um lado houve crescimento industrial e euforia cultural (Bossa Nova), por outro, o período foi marcado pelo aumento da dívida externa e da inflação, fatores que geraram instabilidade econômica nos anos seguintes.
O Conflito: O Ostracismo
e a Frente Ampla
Com o Golpe de 1964, JK teve seus direitos políticos cassados. O regime militar via no otimismo e na popularidade de Juscelino uma ameaça à “ordem” estabelecida. Na década de 1970, JK uniu-se a antigos adversários, como João Goulart e Carlos Lacerda, na Frente Ampla, um movimento que pressionava pela redemocratização do Brasil.
O Desfecho:
Do Acidente ao
Assassinato
Por 50 anos, a versão oficial era de que JK morrera em um acidente comum de trânsito. Contudo, relatórios recentes de 2026, emitidos pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, mudaram o tom da história.
As novas perícias apontam que JK foi vítima da Operação Condor, uma aliança repressiva entre as ditaduras da América Latina. O desvio do Opala de JK na rodovia não foi falha humana, mas uma execução planejada para eliminar a principal liderança civil que poderia unir o país contra os militares.
O que pode cair
na sua prova?
Se o ENEM cobrar JK este ano, a tendência é que a questão relacione a economia desenvolvimentista com a repressão política. Veja os eixos principais:
- Desenvolvimentismo e Dependência: Como a entrada de multinacionais (especialmente montadoras de carros) mudou a estrutura econômica do Brasil.
- Modernismo e Arquitetura: O papel de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa na construção da identidade visual de Brasília.
- Memória e Verdade: A importância da revisão histórica de 2026 para a compreensão do que foi a Ditadura Militar e como o Estado pode reparar silenciamentos do passado.
Com a retificação da certidão de óbito de Juscelino, ele deixa de ser apenas o “presidente que construiu estradas” para se tornar um símbolo da luta democrática que o regime tentou — e falhou — em apagar da memória brasileira.
Edição n.º 1515.
