Carta do Editor: Não seja o escroto que joga lixo no chão!
Não invariavelmente vemos pessoas e mais pessoas de nossa cidade exigindo uma gama de direitos que a legislação lhes garante. É fato, no entanto, que a previsão constitucional de um direito não é garantia alguma de que ele efetivamente esteja na prateleira à nossa disposição.
Em Araucária, no entanto, é possível dizer que a nossa cesta de serviços públicos é bem superior à de outros municípios brasileiros. É neste momento, penso eu, que alguém vai lembrar de algum direito que lhe foi negado para formar seu juízo sobre o todo. Faz parte!
Porém, o objetivo desse texto é chamar a atenção de nossa comunidade para aquilo que não temos feito. Exatamente! Porque temos o hábito muito saudável de exigir, mas nem sempre dedicamos a mesma atenção para formarmos o hábito de servir à cidade em que vivemos.
E servir é ser parceira do poder público em diversos quesitos. Ao longo dos últimos dias, por exemplo, temos recebido vários relatos das equipes de roçada que atuam em Araucária sobre a imensa quantidade de lixo que “seres humaninhos” que habitam nossa Gentil Tindiquera simplesmente jogam em parques, praças, cantos de ruas e por aí vai.
Isso faz com que o trabalho das equipes de roçada simplesmente não evolua de forma adequada, já que as roçadeiras precisam a todo momento serem desligadas para que o lixo seja removido manualmente e só após isso as roçadeiras religadas.
A atitude de jogar lixo na rua, descartar irregularmente em praças, não ter sequer o cuidado de guardar o papelzinho de chiclete no bolso ou a garrafa vazia na mochila para posteriormente dar a destinação correta é um exemplo cabal do quanto ainda precisamos evoluir enquanto pessoas.
Sim, porque – convenhamos – o que podemos esperar de um cidadão que não joga o próprio lixo na lixeira? Que vai num show e é incapaz de segurar o copo de chope na mão durante a apresentação, preferindo largar no gramado?
Precisamos urgentemente nos atentar a essas pequenas demonstrações de zelo com nossa cidade, de respeito com o trabalho dos outros, de educação com a gente mesmo e, claro, de alinhamento de discurso. Afinal, a cidadania é uma via de mão dupla: temos sim muitos direitos, mas temos também muitos deveres e um dos mais básicos é o de não ser um mal educado que joga lixo no chão!
Pensemos todos nisso e boa leitura!
Edição n.º 1516.
