Projeto estimula crianças da Escola Elírio a cuidar do meio ambiente e preservar a vida das abelhas
Um projeto desenvolvido na Escola Municipal Elírio Alves Pinto sobre a preservação das abelhas tem mobilizado alunos e professores em atividades de educação ambiental voltadas ao conhecimento das espécies nativas sem ferrão. Atualmente, 36 estudantes das turmas do 2º ano A, nos períodos da manhã e da tarde, participam das ações coordenadas pela professora Marlene e pelo professor Marcos, com a professora responsável pela atividade em sala e o professor responsável por apresentar as abelhas.
Durante o primeiro trimestre, os alunos realizaram observações da colmeia de mandaçaias instalada na escola e acompanharam o comportamento das abelhas em áreas de plantio, como os canteiros de alfazema e manjericão, que atraem os insetos. As atividades também incluíram rodas de conversa sobre a importância das abelhas para a polinização, análise de imagens em livros, exibição de vídeos informativos, produção de ilustrações e modelagem com massinha.
Segundo a professora Marlene, o trabalho busca aproximar as crianças do tema de forma prática e compartilhada. “No segundo trimestre, sob orientação do professor Marcos, farão a observação do interior da colmeia das mandaçaias e provarão o mel produzido por elas. Também iniciaremos o projeto ‘Sacola Viajante’, com a temática abelhas. O objetivo é que as crianças compartilhem com as famílias conhecimentos e experiências vivenciadas na escola”, afirmou.
LIVRO
A professora também explicou que, para o último trimestre, está previsto o desenvolvimento de um livro de literatura infantil sobre o universo das mandaçaias. A obra deverá reunir textos e ilustrações produzidos pelos alunos. “Provavelmente faremos a impressão na escola mesmo. Publicar só seria possível se tivéssemos algum tipo de financiamento porque é muito oneroso, mas com certeza faremos um momento de autógrafos”, disse.
O professor Marcos acompanha o projeto com todas as turmas da escola, do 1º ao 5º ano, além de atividades pontuais com o infantil. Ele explica que o primeiro contato das crianças com as abelhas busca desconstruir o medo que muitas têm dos insetos. “As crianças quando entram no primeiro ano são apresentadas ao projeto. Elas vão conhecer as abelhas e entender que são espécies sem ferrão, que não fazem mal. Depois disso, elas passam a cuidar muito bem das abelhas e acompanham diariamente a movimentação da colmeia”, relatou.
Na escola, há apenas uma colmeia de mandaçaias, espécie nativa sem ferrão. Marcos destaca que o manejo é diferente daquele realizado com abelhas de ferrão, mais conhecidas pela população. “A gente está acostumado mais com a apis, que é a abelha com ferrão, mas ela é completamente diferente. As mandaçaias armazenam mel e pólen em pequenos potes dentro da colmeia, enquanto as outras fazem favos”, explicou.
O professor também afirmou que o cuidado com as abelhas envolve monitoramento constante, principalmente durante o inverno, quando há menor quantidade de flores disponíveis. Segundo ele, as mandaçaias são abelhas consideradas autônomas e resistentes, mas necessitam de alimentação complementar em períodos de frio.
Além das atividades em sala de aula, o projeto busca estimular o cuidado com o meio ambiente e ampliar o conhecimento das crianças sobre a importância das abelhas para o equilíbrio ambiental.
Edição n.º 1517. Maria Antônia.
