Carta do Editor: Cada um no seu quadrado!
Com o fim das convenções partidárias, o editorial de O Popular do Paraná convida o eleitor a analisar com cautela as promessas de campanha para as eleições de 2026.
Com o término das convenções partidárias já é possível entender de maneira mais clara o que teremos à disposição para apreciar nas eleições gerais de 2026.
Oficialmente, a propaganda eleitoral só será permitida a partir de 16 de agosto, mas admitamos que já estamos sendo impactados por este tipo de conteúdo há muito tempo. O que vai mudar é um “pré” que deixa de ser usado.
E com os candidatos finalmente homologados pelas convenções de seus partidos entramos na fase de analisar friamente se existe sentido nas propostas que eles querem nos fazer crer que defenderão caso sejam eleitos.
Além do “sentido”, o eleitor esperto também deve se dedicar a analisar se a proposta pode mesmo ser defendida pelo candidato em “seu quadrado de atuação”. Afinal, vemos muita conversa fiada em propagando eleitoral. É postulante a deputado estadual prometendo alterar legislação que compete exclusivamente à Câmara Federal, por exemplo. E vice-versa.
O que não falta também são candidatos a cargos legislativos prometendo executar obras e projetos, competência exclusiva de ocupantes de cargos no Poder Executivo. Há também os que dizem que – uma vez eleitos – vão intervir no Poder alheio. Outra bravata, calculadamente pregada para iludir o eleitor menos atento.
Resumindo tudo isso: precisamos ficar atentos. Precisamos entender como funciona o sistema eleitoral brasileiro. O que pode e o que não pode um deputado estadual, um deputado federal, um senador. Cada um deles tem o seu quadrado de atuação e se eventualmente ele promete algo fora desse quadradinho estamos diante de alguém que não merece nosso voto. Afinal, se ele está prometendo algo que não pode cumprir ou ele é um enganador ou é um despreparado, que sequer sabe as atribuições do posto que almeja.
Então, fiquemos espertos! Afinal, em política, um erro na hora do voto só pode ser revisto quatro anos depois! E nesse intervalo muita coisa de ruim pode acontecer!
Boa leitura!
Edição n.º 1944
