Atropelamento de cão comunitário gera comoção em Araucária | O Popular do Paraná
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Atropelamento de cão comunitário gera comoção em Araucária
Amarelo vivia nas ruas e era amigo de todos. Foto: divulgação

O atropelamento do cão “Amarelo”, na madrugada do dia 15 de novembro, causou comoção em Araucária, mas também muita revolta. Isso porque existe a forte suspeita de que o atropelamento tenha sido proposital, já que o animal estaria próximo à calçada e não próximo da rua. O acidente aconteceu na avenida Archelau de Almeida Torres, em frente à sede da Guarda Municipal, no jardim Iguaçu. O motorista, após atingir o cão, fugiu do local sem prestar socorro, causando ainda mais indignação das pessoas.

Imagens das câmeras de segurança da GM possibilitaram a identificação do autor. Protetoras e voluntários que ajudavam a cuidar do Amarelo nas ruas, levaram o caso até a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que juntamente com uma equipe da Guarda Municipal, foi até a casa do motorista, e o multou em R$ 4 mil. De acordo com a GM, ele disse que não parou o carro porque achou que tinha passado em cima de uma pedra. Porém, as imagens das câmeras contradizem o seu depoimento.

O caso também foi parar na Delegacia do Meio Ambiente de Curitiba, para que o autor do atropelamento possa responder pelo crime, conforme previsto na lei federal nº 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão. A lei aumentou a pena para quem praticar maus-tratos contra os animais, cuja pena pode ser de três meses a um ano de detenção e multa. Sobre a ocorrência, a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná informou que segue investigando, e que o motorista deverá ser ouvido ainda esta semana.

Informados

Os amigos do Amarelo, que também era conhecido como Polaco, Nino, e Aurélio, estão inconformados com a forma cruel como ele foi morto. “Era um cachorro com espírito de uma pessoa, um bom camarada, amigo de todo mundo na região do bairro Iguaçu”, disse a voluntária Veridiane Lima de Souza.

Ela conta que conhecia o Amarelo há seis anos e sempre tentava prendê-lo, pois estava cego e corria perigo nas ruas do Iguaçu, que são bem movimentadas. “Tentei prendê-lo, principalmente nos últimos dias, mas ele chorava pra ir pra rua, estava atrás das duas amigas, as neguinhas. Ele vivia aqui na minha rua, eu o recolhia todas as noites, tinha casinha e comida aqui, mas sempre fugia lá para a Archelau. Estamos muito tristes e só queremos que a pessoa que fez isso receba a punição certa, para que sirva de exemplo a todos que maltratam os animais”, lamentou.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1240 – 26/11/2020

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