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Balística ajuda na elucidação de oito crimes - notícias da Policial  - O Popular do Paraná
Os quatro presos negam as acusações, mas as evidências mostram o contrário

Balística ajuda na elucidação de oito crimes - notícias da Policial  - O Popular do Paraná
Oito homicídios foram praticamente elucidados pela Polícia Civil de Araucária a partir de um exame de balística feito pela Polícia Científica do Paraná. A maioria destes crimes pode estar relacionada ao tráfico de drogas na cidade. Segundo o delegado Guilherme Wall Fagundes, as investigações que culminaram na prisão do quarteto se intensificaram após o assassinato de Daniel Gonçalves de Lima, 21 anos, ocorrido em 1º de agosto deste ano. Quatro mandados de prisão foram cumpridos, com quatro suspeitos detidos e três armas apreendidas, sendo uma pistola 9 mm e dois revólveres calibre 38.

Jhonatan Leite, 25 anos, o “Mano Axé”; Alisson de Oliveira Santana, 22, o “Teta”; Paulo Henrique Gomes Cenci, 26, o “Bolonha”; e Allan Silveira de Camargo, 27, foram presos no dia 11 de agosto deste ano. Jhonatan estava em sua casa no momento da prisão e com ele a polícia apreendeu a pistola 9 mm. Paulo Cenci também foi preso em casa e com ele estava um dos revólveres calibre 38. Alisson e Alan estavam em outra residência, onde também foi apreendido um revólver calibre 38.

Nestas buscas também foram apreendidos uma faca, 118 buchas de crack, 75 gramas de crack, 97 buchas de maconha, cinco celulares, uma balança de precisão, além de várias munições, de diferentes calibres. Para cumprir a prisão de Alisson e Allan a equipe de investigação da Delegacia de Araucária foi recebida a tiros e a investigadora Elsira Wagner foi baleada.

Provas técnicas

Com a apreensão das armas que estavam de posse dos bandidos, o delegado Gui­lherme Fagundes solicitou ao Instituto de Criminalística uma perícia técnica. A perícia foi realizada pela Seção Técnica de Balística Forense, que fez o confronto balístico dos projéteis que foram extraídos das vítimas. O laudo pericial constatou que duas das três armas apreendidas (revólveres da marca Taurus, calibre 38) foram usadas nos crimes.

Investigações seguem

A maioria dos oito crimes onde as armas apreendidas foram utilizadas ocorreu na região do Campina da Barra, bairro onde os detidos, segundo apontou o delegado Gui­lherme, supostamente comandavam o tráfico de drogas. A real motivação dos assassinatos ainda está sendo investigada, da mesma forma que a polícia continuará investigando de que maneira as armas circulavam entre os bandidos e quem portava a arma que matou cada uma das oito vítimas.

“Não vamos parar as investigações por aqui, mas um grande passo já foi dado, pois conseguimos tirar de circulação, bandidos que agiam de forma violenta”, disse o delegado.

Balística ajuda na elucidação de oito crimes - notícias da Policial  - O Popular do Paraná
Polícias Civil e Científica e delegado de Araucária explicam a balística

CIÊNCIA PROVANDO OS FATOS

O exame de balística forense, realizado pela Polícia Científica, é peça chave para a materialidade dos crimes, é a comprovação de que pela ciência é possível provar os fatos. É por isso que o trabalho da Seção Técnica de Balística Forense do Instituto de Criminalística do Paraná tem por função principal o exame de armas de fogo, munições, os efeitos por elas produzidos e o confronto balístico, estendendo suas atribuições ao exame das armas brancas, armas impróprias, instrumentos, impactos de projétil, vestes e coletes de proteção balística, sempre que tiverem relação com infrações penais, visando esclarecer a natureza e as características do material questionado.

Eventualmente a Seção de Balística auxilia as demais seções técnicas em exames de impacto de projéteis em veículos ou imóveis, para avaliar qual o possível calibre empregado, estimar ângulos de tiro e até mesmo o posicionamento do atirador.

Segundo a perícia, no caso dos dois revólveres calibre 38 apreendidos com os quatro presos de Araucária, os 38 projéteis extraídos das oito vítimas foram confrontados através de uma micro comparação balística.

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Os quatro presos negam as acusações, mas as evidências mostram o contrário

FOTOS:MARCO CHARNESKI

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