O Popular recebeu, recentemente, mensagens de alguns leitores que manifestaram preocupação com algumas capivaras que teriam sido encontradas mortas por atropelamento à beira da Rodovia do Xisto (BR-476), a cerca de 200 metros da ponte do Rio Iguaçu, nos dois sentidos da via. Eles questionam se a presença dos guard rails (defensas metálicas), recentemente instalados no trecho pela Via Araucária, pode ter gerado confusão no trajeto das capivaras.

WhatsApp

Participe da nossa comunidade

Entrar no grupo @opopularpr

A concessionária, contudo, diz que não possui registros desses acidentes envolvendo as capivaras e sustenta que as defensas metálicas foram implantadas justamente para garantir a segurança tanto de motoristas quanto de animais existentes na fauna da região.

“Muitas das soluções que garantem segurança nas rodovias, às vezes, passam despercebidas por quem está ao volante. Elementos de engenharia projetados para reduzir os riscos em caso de acidente fazem parte do conjunto de medidas que adotamos para tornar as viagens mais seguras. Entre esses dispositivos estão as defensas metálicas, estruturas instaladas em pontos estratégicos da rodovia e projetadas para se deformarem quando atingidas por veículos, reduzindo a severidade da colisão, entre outros”, afirma a concessionária.

A Via Araucária diz ainda que a instalação desses dispositivos de proteção é definida na fase de projeto das rodovias e os critérios seguem parâmetros estabelecidos em normas técnicas da ABNT, levando em consideração fatores como a geometria da via, a presença de obstáculos fixos, a velocidade regulamentada, o volume de tráfego e as características do entorno.

As normas também orientam que, antes da implantação de barreiras de proteção, sejam avaliadas alternativas para eliminar ou reduzir o risco na sua origem, como a remoção de obstáculos ou adequações na geometria da rodovia, permitindo a criação de uma zona livre de segurança.

A empresa alerta que, além dos equipamentos de segurança instalados, os motoristas devem ficar sempre atentos ao trafegarem pela rodovia, porque a prudência é uma boa forma de evitar o atropelamento de animais. “Também é importante para os condutores saber que a reação do animal com o qual eventualmente cruzará sempre será imprevisível. Por isso, alguns pequenos cuidados ao volante colaboram para evitar o choque com o animal na pista”, orienta.

Sobre os corpos de animais atropelados que muitas vezes permanecem na via pública por um longo período de tempo, a orientação da concessionária é para que os motoristas não parem no acostamento ou tentem realizar a remoção por conta própria, devido aos riscos de acidentes. A recomendação é acionar imediatamente a concessionária por meio dos canais oficiais de atendimento, por meio do 0800 277 0 376, informando o local aproximado da ocorrência. “As equipes operacionais são treinadas para realizar a retirada segura do animal e a destinação adequada, além de registrar os dados para fins de monitoramento ambiental”.

TRAVESSIA SEGURA

As passagens subterrâneas ou pontes para travessia de animais já são realidade em muitas rodovias brasileiras. A Rodovia do Xisto é exceção, pois não tem essas estruturas. No entanto, a Via Araucária afirma que prevê a implantação de dispositivos, como passagens de fauna subterrâneas e outras medidas de mitigação ao longo de todas as rodovias que administra.

“Essas estruturas têm como objetivo permitir a travessia segura dos animais, reduzindo o risco de atropelamentos e contribuindo para a conservação da biodiversidade local. As ações fazem parte dos programas ambientais da concessionária e estão alinhadas às exigências do licenciamento ambiental”, declara a concessionária.

Edição n.º 1956

LinkedIn

Conecte-se com a redação

Seguir @opopularpr