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Os veículos, após “esfriarem” na rua Tadeu Milan, eram levados para Fazenda Rio Grande, onde permaneciam no Posto 21, por mais um ou dois dias, depois mudavam novamente de lugar, caso não fossem encontrados pela polícia. Os ladrões usavam esta estratégia para garantir que o veículo não possuía nenhum sistema de rastreamento.

Depois, os carros recebiam novas placas e eram enviados para as pessoas que tinham feito as encomendas. Os destinos eram variados, incluindo cidades do Paraná e Santa Catarina, e os compradores pagavam em média R$ 7.000,00 por cada veículo, que possuem valores de mercado de R$ 70 mil a até R$ 150 mil. A S10 recuperada tinha como destino a cidade paranaense de Umuarama.

Na tarde de terça-feira, 9 de setembro, por volta das 16 horas, durante um patrulhamento de rotina pela região Rural do Botiatuva, uma equipe da Patrulha Rural flagrou um veículo de luxo modelo Mitsubishi Lancer, placas BCK 3002, circulando em ruas com pouco movimento. No volante do carro estava um indivíduo cheio de pircings e tatuagens, aparentando ser menor.

Os policiais estranharam o fato de um sujeito com estas características estar guiando um carro de luxo e resolveram abordá-lo. A suspeita se confirmou, pois o carro era roubado.

O adolescente de 17 anos, morador da Fazenda Rio Grande, já tinha passagens por tráfico e receptação. Ele alegou que estaria levando carro até as proximidades da praça de pedágio da Lapa, onde iria deixá-lo estacionado para que outro comparsa viesse buscar. Disse também que receberia cerca de R$ 300,00 pelo serviço.

Texto: Maurenn Bernardo

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