Coluna: Verde, amarelo e anticomunismo

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Pessoas mais esclarecidas sabem que este negócio de bandeira e anticomunismo, carros chefes do bolsonarismo, não é mais utilizado como discurso político por gente desenvolvida, pois fica sem sentido num mundo multipolar e globalizado, aonde a Croácia com bandeira que lembra toalha de mesa humilha a tradicional camisa verde amarela dos golpistas brasileiros enquanto a bolsa de Pequim e Xangai tem mais dinheiro que a famosa bolsa de Nova York ditando o mercado da soja.

Os russos já abandonaram o planejamento centralizado do comunismo e privatizaram o que puderam não por ideologia, mas por compreender que o dinheiro que move o mundo tem regras claras aonde quem é produtivo vive bem, e quem é ineficiente vive quebrado, e isto comprova o pragmatismo Chinês onde estado e iniciativa privada produz uma economia pujante que abastece até o mercado mundial com seus produtos.

Devemos respeitar a história dos imigrantes europeus que vieram para cá fugindo do comunismo com seus traumas econômicos, mas isto ocorreu antes da 2ª Guerra Mundial.

O Brasil por falta de conhecimento próprio se sabota pondo tudo a perder com esse discursinho falacioso e fanático de ideologia e cores de bandeira sem nenhum significado prático para a população.

Em primeiro lugar Brasil significa vermelho como brasa, e seria normal a bandeira ter a cor do pau brasil, aliás já tivemos mais de 10 bandeiras diferentes desde 1500 e a maioria possuía vermelho nelas.

Essa neurose coletiva são vestígios da guerra fria quando nem a China era industrializada ainda e os americanos adestravam nossas forças de segurança berrando aos quatro cantos como grito de guerra:- “nossa bandeira jamais será vermelha” por medo da Rússia, e infelizmente isso ainda ecoa nas academias militares brasileiras desde os anos sessenta.

Como sabemos nossos milicos por falta de inimigos externos reais fantasiam neuroticamente inimigos internos imaginários, ou então  compram guerras alheias e tirando a Guerra do Paraguai o resto foi torrar dinheiro do povo com  política, justamente o que eles não podem e nem devem fazer, exercito é segurança e política é dinheiro vivo, não se mistura.

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