Conselho Tutelar e Patru­lha Escolar reforçam ações de combate ao uso de narguilé e Vaper nas escolas

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email

Um episódio recente ocorrido dentro das dependências do Colégio Estadual Monteiro Lobato, onde estudantes estariam usando narguilé, trouxe à tona os perigos da evolução do tabagismo e das novas tecnologias e novos métodos atrativos, utilizados por jovens para inovar na prática do fumo, entre eles o cigarro eletrônico. Sobre o caso, a direção precisou tomar algumas medidas mais radicais como emitir comunicados aos pais e recolher todos os cigarros eletrônicos que estavam de posse de alguns alunos.
“Infelizmente ainda vimos nos horários de entrada e saída das aulas, alguns alunos usando esse tipo de cigarro, mas sempre que presenciamos isso, fizemos contato com os pais ou responsáveis, porque não temos pessoal para acompanhar e controlar os alunos fora dos portões da escola. A Guarda Municipal também está sempre fazendo rondas nas imediações do colégio para inibir qualquer ação de pessoa tentando coagir ou prejudicar nossos estudantes, oferecendo este tipo de cigarro. Para reforçar a prevenção, também fizemos reuniões frequentes com os pais, sempre explicando a importância de acompanhar de perto a vida escolar dos seus filhos”, disse o diretor Roberto Seima.

Ainda de acordo com ele, já houve casos na escola de alunos que tiveram que ser encaminhados para o Conselho Tutelar por conta das faltas frequentes e denúncias de uso de drogas. “Sempre entramos em contato com os pais quando percebemos que seus filhos estão faltando demais, e realmente muitas vezes eles nem sabem que os jovens não estão na escola. “Enfim, tentamos fazer o possível para garantir a segurança de todos, mas é claro que vamos reforçar esse cuidado, tentando inibir que os alunos fumem nos arredores do colégio”, reforçou o diretor.

Já no Colégio Estadual Lincoln Setembrino Coimbra, a direção diz não ter tido problemas com relação ao uso de narguilé e cigarros eletrônicos entre seus alunos. “Não temos conhecimento desse tipo de situação, mas ressalto que é proibido usar narguilé dentro das dependências da escola. Todo início de ano fizemos reuniões com os pais e alunos e trabalhamos o regulamento, onde consta essa proibição. Orientamos, inclusive, que sempre que tiverem algo a dizer, que procurem a direção e a equipe pedagógica para esclarecimentos e orientações. Contamos ainda com algumas rondas feitas pela Patrulha Escolar e sempre que necessário sabemos que podemos acionar a equipe”, disse a diretora Claudineia Sanches.

Da mesma forma a direção do Colégio Estadual Agalvira Bittencourt Pinto afirmou não ter problemas relacionados ao uso de narguilé ou cigarro eletrônico. “Aqui faz tempo que implantamos a Lei Seca e depois disso tivemos poucos problemas. Esse ano ainda não tivemos nenhum caso, mas no ano passado recolhemos vários cigarros eletrônicos de alunos e só devolvemos para os pais e responsáveis. Ainda assim, estamos sempre orientando os pais e alunos sobre essa proibição, não podemos baixar a guarda”, brincou o diretor Alessandro Rosa.

Crime previsto no ECA

O Conselho Tutelar informou que não tem recebido denúncias a respeito do uso de narguilé e cigarros eletrônicos dentro das escolas, e explicou que isso se deve às operações preventivas que são realizadas trimestralmente, onde comerciantes são orientados sobre a proibição de venda desses produtos para jovens e adolescentes. “Quando temos a oportunidade vamos às escolas, como fizemos no ano passado. Esse ano devemos retomar essas visitas, sempre reforçando para os estudantes que é proibido o consumo, a compra ou o repasse para colegas desse tipo de produtos”, completa o Conselho.

O órgão reforça ainda que, de acordo com o Art. 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente, “vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou ao adolescente, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, pode resultar em pena de detenção de 2 a 4 anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave”.

PROERD e BPEC

O 2° Sargento PM Mauricio Lopatiuk, coordenador do Policiamento da Subunidade da 1ª Cia do Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) e mentor do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) no Brasil, alerta que uma rodada de narguilé equivale a 100 cigarros. Diante desse cenário, ele destaca a importância do PROERD no trabalho preventivo junto aos estudantes do 5º ano. “Além do programa, a Patrulha Escolar diariamente faz visitas nas escolas e fiscaliza justamente esse tipo de situação, alertando que é crime passível de prisão a pessoa vender o narguilé ou o Vaper para menores de 18 anos. O batalhão também promove palestras interativas para as séries do Ensino Médio, onde leva orientações sobre esse material não pedagógico que é o Vaper e também o narguilé, reforçando os perigos do seu uso, o mal que representa para a saúde e a ilegalidade do seu comércio”, explica Lopatiuk.

Mais informações sobre as ações preventivas e educativas da Polícia Militar nas escolas poderão ser obtidas pelo site www.proerdbrasil.com.br, Instagram @bpecparana e Instagram @pmproficial.

Edição n. 1356

Compartilhar
PUBLICIDADE