Oitivas acontecem nas próximas duas semanas e serão transmitidas ao vivo pelas redes sociais da Câmara de Vereadores

Aberta em 24 de agosto do ano passado, a Comissão de Inquérito (popularmente conhecida como CPI) para apuração de supostas irregularidades e danos ao erário na gestão dos armazéns da família entre os anos de 2009 e 2012 vai ouvir ao longo das próximas duas semanas mais 10 pessoas.

A definição do chamamento dessas pessoas para prestar esclarecimentos foi deliberada pelos vereadores que integram a Comissão na semana passada. As datas das novas oitivas estão marcadas para segunda-feira, 11 de abril; quarta-feira (13) e segunda-feira (18).

Alguns dos novos depoentes ocupavam cargos de direção dos armazéns na época em que os furos de estoque teriam acontecido, ou seja, entre 2009 e 2012. Outros dos que serão ouvidos trabalham na Secretaria Municipal de Abastecimento de Curitiba, que é a mantenedora do programa Armazém da Família.

Na próxima segunda-feira (11) estão marcadas as oitivas de Richardson de Souza, ex-gestor do convênio que permitia que Araucária tivesse unidades do armazém. Hoje ele é diretor da Secretaria de Abastecimento de Curitiba. No mesmo dia também serão ouvidos Vera da Rocha Zardo, chefe da Secretaria de Estado de Abastecimento (SEAB), Norberto Anacleto Ortigara, secretário de Estado de Abastecimento e Luiz Fernando de Souza Jamur, secretário de governo da Prefeitura de Curitiba, e Janete do Rocio Ramos de Souza.

Já na quarta-feira (13) os ouvidos serão Carlos Augusto Siqueira do Couto (Bagé), que foi secretário de Agricultura de Araucária na gestão seguinte àquela em que os furos teriam acontecido. Na mesma data também serão ouvidos Irani Vitor Lassen (Sardinha), que foi gerente do Armazém da Família em determinado período de 2009 e 2012; Maciel Cezar Pelosi e Adriana do Rocio Ferneda, que também teriam trabalhado nos armazéns e/ou em seu gerenciamento na época dos fatos.

Por derradeiro, na segunda-feira, 18 de abril, será a vez da oitiva do advogado Mário Sérgio Rocha, que foi secretário de Agricultura em parte do gestão 2009-2012, quando o prefeito era Albanor José Ferreira Gomes.

Embora as oitivas estejam marcadas, o relator dos trabalhos, vereador Valter Fernandes (Cidadania), explica que nem todos os chamados confirmaram suas presenças. Logo, existe a possibilidade de que uma outra oitiva acabe não acontecendo.

Por sua vez, o presidente da CI, Eduardo Castilhos (PL), fez questão de ressaltar que os novos convocados, bem como aqueles que já foram ouvidos, estão sendo inquiridos com o único objetivo de elucidar os fatos, jamais com qualquer tipo de interesse político de prejudica-los.

A história

Aberta no ano passado, o objetivo da CPI é, segundo seu requerimento original, averiguar, por meio da requisição e análise de documentos, bem como a oitiva de pessoas, se houve irregularidades e se essas foram cometidas com dolo ou não na administração dos armazéns da família no último quadriênio em que esses espaços funcionaram.

O que houve?

Como se sabe, o último ano de funcionamento dos armazéns em Araucária foi 2012. A partir de 2013 os espaços não mais abriram porque a Prefeitura de Curitiba se negou a renovar o convênio com a Prefeitura de Araucária alegando que algo em torno de R$ 1 milhão em mercadorias que abasteciam as unidades da cidade simplesmente não foram pagas à Capital.

Como um milhão de reais em mercadorias não somem do nada, os gestores que sucederam aquele que administrava Araucária em 2012 não puderam simplesmente tirar o valor dos cofres da Prefeitura e reembolsar Curitiba. Em 2014, cansada de tentar receber o valor amigavelmente, a Procuradoria Geral do Município de Curitiba acionou Araucária na Justiça. Desde então o assunto é discutido nesse processo, que tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

Texto: Assessoria

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