Durante o período de férias escolares, é comum que as crianças permaneçam mais tempo em casa, exigindo que os responsáveis redobrem a atenção para evitar acidentes domésticos, que podem ter consequências graves ou fatais. Segundo o Corpo de Bombeiros, medidas preventivas simples são fundamentais para garantir um período de descanso seguro.

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Um dos principais pontos de atenção são as tomadas elétricas, que despertam a curiosidade infantil e oferecem risco de choques. A instalação de protetores é essencial, visto que uma descarga elétrica pode até ser fatal, dependendo da idade e do tamanho da criança.

Outro risco frequente está relacionado a objetos pequenos, como moedas, botões ou peças de brinquedos, que podem causar engasgos. Portanto, é imprescindível oferecer brinquedos adequados à faixa etária e manter itens pequenos fora do alcance, evitando o risco de sufocamento.

Os bombeiros também alertam para os perigos representados por objetos cortantes e produtos tóxicos. Ferramentas, facas, tesouras, materiais de limpeza e medicamentos devem ser armazenados em locais altos ou armários trancados, longe do acesso das crianças. Além disso, a mobília exige cuidados redobrados: recomenda-se a instalação de travas de segurança em gavetas e armários, bem como a fixação de televisores e estantes na parede, prevenindo o tombamento de móveis e possíveis acidentes.

Olhar vigilante

Para o Conselho Tutelar, as férias escolares são aguardadas por representarem um período de descanso, lazer e fortalecimento dos vínculos familiares. Contudo, para o órgão, que acompanha de perto a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, este momento exige atenção redobrada. “Com a rotina escolar suspensa, os pequenos passam muito mais tempo em casa ou explorando o bairro, o que aumenta a necessidade de um olhar vigilante por parte dos pais e responsáveis”, ressalta a conselheira Patrícia Soares.

Segundo o Conselho Tutelar, um dos pontos mais delicados e que traz muita preocupação, é o perigo invisível da falta de supervisão. “Jamais devemos deixar crianças sozinhas em casa, sob nenhuma circunstância ou ‘por apenas alguns minutinhos’. Além de ser uma grave violação de direitos que pode configurar abandono de incapaz, a ausência de um adulto expõe os pequenos a riscos imensos, como acidentes domésticos graves, queimaduras, quedas, intoxicações e situações de pânico, ou até mesmo violência sexual, sem que haja ninguém para socorrê-los imediatamente”, declara a conselheira.

Ela enfatiza, ainda, o erro comum de deixar uma criança sob a responsabilidade de outra também menor de idade, prática que sobrecarrega o jovem e não garante a segurança necessária. “Cuidar dos pequenos nas férias é garantir presença física e afetiva. Na rua, o monitoramento dos locais de lazer evita situações de risco; no ambiente digital, o controle sobre o uso da internet deve ser diário. A proteção da infância é um dever de todos, mas o primeiro e mais importante escudo protetor sempre será a família. Que possamos proporcionar férias cheias de afeto e diversão, mas, acima de tudo, com muita responsabilidade”, afirma.

Edição n.º 1941

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