Crianças participam de júri simulado

Juiz, promotora e advogada acompanharam o júri feito pelos alunos
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Juiz, promotora e advogada acompanharam o júri feito pelos alunos
Juiz, promotora e advogada acompanharam o júri feito pelos alunos

Alunos do 5º ano da Escola Municipal Ceci Cantador, no jardim Alvorada, não couberam em si de tanta emoção ao vivenciarem o resultado de tudo que aprenderam dentro do programa “Cidadania e Justiça também se aprendem na Escola”. Na segunda-feira, 27 de junho, eles encerraram o programa com a simulação de um júri. Pra deixar a apresentação ainda mais real, eles receberam alguns convidados ilustres como o Juiz Carlos Alberto Ritzmann, a Promotora de Justiça Ticiane Luoise Santana Pereira e a advogada Ana Paula de Lima, os familiares também estiveram presentes.

Como a ideia é mostrar o funcionamento da Justiça, todo o ritual é respeitado. Os alunos passam a ser promotores, advogados de defesa e acusação e também juiz. Vestidos a caráter, eles fi­zeram o sorteio dos jurados para formação do Conselho de Sentença, a entrada do réu escoltado pela Polícia Militar, a oitiva das partes e finalmente a sentença. O caso julgado foi de uma aluna que quebrou propositadamente o brinquedo de uma das colegas durante o recreio, o que criou um ambiente constrangedor dentro da escola. Apesar de ser um caso fictício, tem muito a ver com a realidade vivida pelos alunos. A ré foi condenada pelo Conselho de Sentença.

O projeto teve várias fases, entre elas visitas dos alunos no Fórum de Araucária e no Tribunal de Justiça do Estado, visita do Juiz, Promotor e advogados na escola, além de outras ações. Eles também aprenderam todo o conteúdo em sala de aula, com base na Cartilha da Justiça.

Aprendizado pra vida toda

Para os alunos, muito mais do que a alegria de encerrar os trabalhos com a apresentação de uma peça teatral, o projeto representou um grande aprendizado. Fabrício do Nascimento, que fez o papel do juiz, disse ter achado muito bacana as ações desenvolvidas. “Aprendemos tantas coisas e vimos que ser promotor, juiz e advogado não é uma tarefa fácil”, comentou.

Beatriz Luz foi a ré e também achou o projeto bastante interessante, porque teve a oportunidade de aprender sobre várias funções do Judiciário. “Foi divertido e importante cada passo do projeto”. Sophia Aiko, que representou a promotora, teve a mesma opinião dos colegas, de que o projeto a fez aprender sobre a importância de assumir a responsabilidade dos nossos atos. “Temos deveres fortes e sérios e quando quebramos algo que não nos pertence, temos que pagar”, disse a aluna.

Texto: MAURENN BERNARDO / FOTO: Divulgação