Drogas motivaram maioria dos crimes | O Popular do Paraná

Drogas motivaram maioria dos crimes
Entre os 29 homicídios ocorridos em Araucária no primeiro semestre deste ano, pelo menos 10 têm ligação com o tráfico de drogas. Este número pode ser ainda maior, pois 11 assassinatos, segundo a polícia, permanecem sem motivação definida e alguns deles podem também estar relacionados ao tráfico.

Ainda no levantamento do primeiro semestre, outros três crimes possivelmente têm motivação passional, três são resultado de desdobramentos de assaltos e um teria sido resultado de uma briga de bar.

Considerando a ficha criminal das vítimas, o balanço mostra que 13 possuem antecedentes, 13 não possuem, dois são menores de idade e uma vítima (que teve o corpo totalmente carbonizado) ain­da permanece sem identificação (confira nos gráficos e na tabela).

Outro dado interessante surge quando analisamos a faixa etária das vítimas de assassinatos. A maioria, segundo mostra o gráfico, tem entre 30 e 39 anos, despontando logo na sequência a faixa entre 20 e 29 anos. Isso mostra que as vítimas de homicídio são pessoas relativamente jovens.

Preocupante

O fato é que a situação da segurança pública em Araucária merece atenção, pois o número de homicídios aumentou 22,72% no primeiro semestre de 2015, comparado aos primeiros seis meses de 2014.

Conforme os levantamentos da Polícia Militar e da Polícia Civil, enquanto de 1º janeiro a 30 de junho do ano passado foram registradas 22 mortes em Arau­cária, em 2015 a estatística foi de 29 assassinatos.

Reflexo

O crescimento da violência em Araucária é reflexo do que vem ocorrendo no Paraná. Recentemente a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) disse que pretende mudar o mapa da criminalidade e para isso, estabeleceu uma meta para o ano de 2015: fechar com uma taxa de 21,5 mortes por 100 mil/habitantes no Estado, número 29% menor que o observado no ano passado, que foi de 30,4 homicídios por 100 mil/habitantes.

A redução prevista ainda está longe do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera como aceitável o índice de 10 mortes a cada 100 mil habitantes. Caso seja atingida, no entanto, a meta deve pelo menos colocar o estado no mesmo patamar da média nacional que, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foi de 21,5 homicídios a cada 100 mil habitantes no ano passado.

No mesmo estudo, o Paraná aparece na oitava colocação no ranking dos estados com mais mortes, à frente dos vizinhos da Região Sul, de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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