Dupla se supera e vence os desafios da Ultramaratona Cassino Ultra Race
Roberto e Alessandro testaram suas limitações. Foto: divulgação

Acostumados a enfrentar grandes desafios, os atletas Roberto Cardoso e Alessandro Rodrigues, da Equipe Rodrigues, se superaram mais uma vez. Na semana passada eles fizeram a Ultramaratona Cassino Ultra Race, que tem nada mais, nada menos, do 230km, percorridos na maior extensão de praia do mundo. No total foram cerca de 50 horas correndo, entre a Barra do Chui e a Barra do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Para encarar essa verdadeira provação, os dois já vinham treinando juntos há dois anos.

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“Sabíamos o que nos esperava, um clima implacável, de vento, frio, chuvas, travessias de arroios, com água pela cintura. Na quinta-feira (23/09), às 15h, foi dada a largada, os ventos eram fortes e estava muito frio. Estávamos em 15 atletas, todos muito experientes. Foram horas e horas correndo, alternando momentos de caminhada, até chegar no 1º PA – ponto de apoio da prova, por volta das 22h30. Em apenas uma hora, descansamos e nos alimentamos e depois seguimos noite adentro, na praia, em uma escuridão sem fim, só com o brilho das estrelas e da lua. Estávamos com as lanternas ligadas o tempo todo”, contou Alessandro.

Pela manhã, no 2º PA, a dupla renovou as energias e dormiu por 2h, depois se alimentou e voltou para a prova, já com o sol forte, e vento. “A gente corria sem ver nada além de água e areia, um silêncio absurdo, acompanhado com a batida das ondas. No 3º PA nos preparamos para mais uma noite fria e escura. Nossas roupas não eram suficientes para barrar o vento frio. Roberto e resolvemos pegar as mantas de sobrevivência e envolver no corpo, debaixo da jaqueta, com muita dificuldade, pois o vento era demais para segurar a temperatura corporal. Na chegada, tinha várias pessoas na praia do Cassino e cada incentivo era uma dose de energia para chegar. Tivemos uma recepção calorosa. Assim chegamos mais uma vez a completar um grande desafio, com 49h de prova”, relatou Alessandro.

Roberto por sua vez, disse que está acostumado a correr provas de 50k, 105k e 160k, mas a ultramaratona é algo insano. “Mais difícil pra mim foi compreender o clima da região, pois nesta prova quem dita o ritmo é a natureza. Em vários momentos o tempo virava rapidamente, e não podíamos tomar decisões precipitadas que pudessem colocar em risco nossas vidas. Foi muita determinação e superação”, disse.

Alessandro complementou que a prova foi de extrema de sobrevivência, diferente das demais corridas, onde a cada 5km existe um apoio. “A praia é remota, o clima muda drasticamente e os materiais de primeiros socorros são indisponíveis. Mas vencemos e só temos a agradecer aos amigos que nos ajudaram com a vakinha online, à Equipe Rodrigues, à Top Brands, Marcelo (Massoterapeuta), Estúdio Due, (Fisioterapeuta), Doces Rodrigues e a Storps (vestiário esportivo)”, comentou o atleta.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1281 – 30/09/2021

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